Operação Miragem busca reunir provas, dimensionar os prejuízos causados pela organização criminosa e responsabilizar os envolvidos (Divulgação/ Deinter6) A Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Miragem, investigação conduzida pela Delegacia Sede de Guarujá, no litoral de São Paulo, para desarticular uma organização criminosa com atuação interestadual suspeita de praticar fraudes contra uma grande instituição financeira e empresas do mercado securitário. A operação deu início no dia 20. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a corporação, a investigação teve início após a identificação de 33 boletins de ocorrência de roubo registrados em pouco mais de 40 dias, todos relacionados a um condomínio residencial de Guarujá. A concentração dos registros chamou a atenção dos investigadores por ser incompatível com o histórico e os padrões de segurança do local. A partir do aprofundamento das apurações, a Polícia Civil identificou um grupo criminoso com atuação em seis estados e 12 municípios. Ao todo, 34 pessoas passaram a ser investigadas e foram localizados 57 endereços vinculados aos suspeitos. Com base nas buscas de inteligência realizadas ao longo da investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nos endereços identificados. De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava falsos boletins de ocorrência registrados por meio da Delegacia Eletrônica para conferir aparência de legalidade a pedidos fraudulentos de indenização e a outras fraudes praticadas contra o sistema financeiro e o mercado securitário. A corporação destaca que, além dos prejuízos econômicos causados às instituições financeiras e seguradoras, esse tipo de fraude também gera impactos na segurança pública. Isso porque os registros falsos passam a integrar as estatísticas oficiais de criminalidade, distorcem os indicadores utilizados no planejamento operacional e podem levar ao direcionamento de policiais e recursos para locais onde os crimes comunicados nunca ocorreram. Investigações continuam Nesta primeira fase, a Operação Miragem busca reunir provas, dimensionar os prejuízos causados pela organização criminosa e responsabilizar os envolvidos diretamente na execução das fraudes. As investigações também têm como objetivo identificar a estrutura hierárquica do grupo, incluindo os responsáveis pelo recrutamento, financiamento, coordenação e gerenciamento do esquema. A Polícia Civil informou que as investigações terão continuidade para alcançar os níveis superiores da organização criminosa, identificar líderes e financiadores, ampliar o rastreamento patrimonial e aprofundar a apuração dos danos causados ao sistema financeiro, ao mercado securitário e à segurança pública. Os resultados das investigações serão divulgados após a consolidação das buscas e a análise técnica do material apreendido, preservando o sigilo necessário para o andamento do caso.