[[legacy_image_306736]] O laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Praia Grande, no litoral de São Paulo, constatou que a bebê de um mês e 20 dias morreu por traumatismo craniano. Os pais da recém-nascida foram detidos em Mongaguá, na segunda-feira (23), dia seguinte à morte. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A bebê já chegou morta ao Hospital e Maternidade Municipal de Mongaguá, na noite de domingo (22). A equipe médica encontrou várias lesões pelo corpo dela, incluindo afundamento de crânio, sangramento na laringe, suspeita de luxação nos cotovelos e fratura em um osso da perna. Segundo a delegada Damiana Shibata, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mongaguá, o pai da criança, Yuri Rodrigues da Silva, de 19 anos, foi preso em flagrante nesta segunda. A mãe dela, uma adolescente de 17, foi apreendida. “O laudo do IML apontou que há sinais evidentes de maus-tratos e tortura, talvez”, disse à TV Tribuna. Conforme as investigações, os hematomas e ferimentos no corpo da criança eram “lesões anteriores”, ocorreram antes do dia em que a menina foi levada à unidade de saúde. Os pais negam o crime. Bebê já chegou morta no hospitalA mãe da criança relatou que ela acordou com febre por volta das 9h de domingo, vomitou e teve diarreia, mas não foi medicada. Ela disse não ter procurado ajuda porque estaria sem dinheiro para uma corrida de aplicativo. Após dar banho e mamadeira com leite, colocou a filha no berço. Em seguida, contou ter ido fazer suas tarefas enquanto o pai da menina ficava com ela. A jovem diz ter acordado o marido por volta das 20h, quando foi até o quarto e notou o corpo da filha gelado. Após pegá-la no colo, fez respiração boca a boca e massagem no peito. Yuri foi acordado pela companheira e chamou a ambulância. Os socorristas chegaram no imóvel e conduziram a menina ao hospital. Ela já estava sem sinais vitais. Os pais contaram ter uma união estável há cerca de dois anos. Segundo o homem, a bebê estava com manchas pelo corpo há uma semana, mas não foi levada ao médico. Homicídio, maus-tratos e torturaInicialmente, a Polícia Civil registrou o ocorrido como morte suspeita. Com o decorrer das diligências, os investigadores alteraram a natureza do evento para homicídio, maus-tratos e tortura. Segundo a Polícia Civil, os pais não confessaram o crime, mas relataram os eventos de “forma inexa”, sobrepondo e escondendo a verdade. Durante o atendimento, a médica do Samu já havia constatado várias equimoses na criança, como marcas de mordedura , afundamento de crânio, sangramento em grande quantidade na faringe e suspeita de luxação de cotovelos e fratura na tíbia. Os ferimentos foram confirmados pelo IML, que confirmou a causa da morte como traumatismo craniano.