[[legacy_image_343359]] Uma operação integrada entre o 2º Distrito Policial de São Vicente e a Delegacia Seccional de Praia Grande identificou que o bar e comércio de bebidas CONTAINER DRINKS, no Conjunto Residencial Tancredo Neves, estava furtando energia elétrica de um prédio da Prefeitura de São Vicente onde são realizados atendimentos a crianças em vulnerabilidade social, por meio de um projeto social. O crime foi confirmado por técnicos da Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) nesta terça-feira (19). (Confira vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A ação foi desencadeada após uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Os agentes foram até o ponto comercial, localizado na Rua Manoel Simões Caseiro, e logo perceberam irregularidades quanto ao furto de energia elétrica do prédio ao lado, pertencente à Prefeitura de São Vicente. No edifício da Administração Municipal, funciona projeto social denominado Bora Lá, que atende crianças em situação de vulnerabilidade social. Imediatamente, os policiais pediram apoio de técnicos da CPFL Piratininga, que compareceram ao lugar e confirmaram a prática criminosa. Segundo a perícia, foi constatado que o consumo no prédio onde funciona o projeto social era de 3 amperes por fase. Entretanto, ao consultar o histórico do bar, foi constatado consumo médio de energia elétrica de cerca de 20 amperes. No CONTAINER DRINKS, foram localizadas cinco geladeiras e seis freezers funcionando sem parar. Segundo os técnicos, a existência de ligação clandestina representa um risco à segurança no local e também ao prédio público vizinho, onde diversas crianças costumam ir com frequência. A explicação é que uma sobrecarga na rede elétrica pode provocar um incêndio. O proprietário do estabelecimento comercial foi identificado pela Polícia Civil, mas não foi encontrado durante a diligência. Conforme as investigações, ele será indiciado pelo crime de furto de energia elétrica. Em nota, a CPFL Piratininga informou que a ligação do comércio foi regularizada e as investigações serão conduzidas pelas autoridades policiais. Os cálculos sobre a quantidade de energia desviada e os respectivos valores serão feitos pela companhia e repassados aos responsáveis pelas fraudes. A CPFL destaca que fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal e a pena pode varia de um a quatro anos de detenção. Por fim, diz que uma das consequências do ato ilícito é a piora na qualidade do serviço prestado aos consumidores, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição suscetível a interrupções, além da possibilidade de ocasionar acidentes graves e até fatais. A Prefeitura de São Vicente também foi procurada, mas, até o momento da publicação da reportagem, não houve retorno.