Thiago Arruda Campos Rosa, à esquerda, e o cantor Adalto Mello, à direita (Reprodução) O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou nesta quinta-feira (16), por homicídio doloso (com intenção de matar ou que assume o risco de causar a morte), o bancário Thiago Arruda Campos Rosa, de 32 anos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Thiago responde criminalmente pela morte do cantor de pagode Adalto Mello, que foi atropelado na Avenida Tupiniquins, no bairro Japuí, em São Vicente, enquanto voltava para casa de motocicleta na madrugada de 29 de dezembro, em São Vicente. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou uma liminar por meio de habeas corpus para o bancário, que solicitava liberdade e a revogação da prisão, mesmo que com a imposição de outras medidas cautelares. Segundo o boletim de ocorrência, o teste do bafômetro de Thiago deu 0,82 mg/l, um número 2050% acima do limite de 0,04 mg/l, ou seja, 20,5 vezes mais álcool no organismo do que o permitido por lei, o que configuraria embriaguez ao volante, crime previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). "Apurou-se que o denunciado trafegava pela Avenida Tupiniquins, embriagado e em alta velocidade, incompatível à essa via pública, de pista simples e mão dupla, quando ultrapassou pela direita, subindo na calçada para tanto, um veículo que se encontrava à sua frente e, após a ultrapassagem, ainda em elevada velocidade, atropelou Adalto, que transitava com a sua motoneta, colhendo-o de surpresa, vez que ele trafegava regularmente em sua faixa de direção", escreveu o promotor de justiça Manoel Torralbo Gimenez Júnior, do Tribunal do Júri de São Vicente. O promotor acrescentou que, "dirigindo da maneira acima descrita, o denunciado assumiu o risco de produzir a morte da vítima, bem como de qualquer pessoa que cruzasse seu caminho, sendo que preferiu assim agir a deixar de fazê-lo". A denúncia é de homicídio qualificado pelo emprego de meio que possa resultar em perigo comum ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido. A pena varia de 12 a 30 anos de reclusão. Além da condenação, Gimenez também quer que sejam fixados valores mínimos para reparação dos danos, inclusive de ordem moral, a favor dos familiares da vítima. Outro lado Em nota, o advogado Mário Badures e sua equipe, responsáveis pela defesa de Thiago Arruda Campos Rosa, argumenta que "as imagens de monitoramento demonstram por todos os ângulos uma imprudente ultrapassagem pela direita, ou seja, o resultado morte de Adalto em momento algum foi quisto e previsto por Thiago Arruda, conduta essa que afasta, assim, o dolo eventual, conforme maciço entendimento das Cortes Superiores". A defesa também mencionou que Thiago "entrou em contato com os patronos da vítima em duas oportunidades objetivando a total assistência quanto ao custo do funeral e demais despesas, sem resposta até o momento". "O intuito é a incessante busca pela correta aplicação da Justiça", finalizaram Badures e sua equipe, em nota. Leia mais sobre o caso: Cantor de pagode morre em colisão entre moto e carro em São Vicente; VÍDEO Motorista que atropelou e matou cantor de pagode, em São Vicente, tinha 15 vezes mais álcool no sangue que o permitido Mãe de cantor de pagode morto em São Vicente faz apelo por Justiça: 'matou o meu filho' Motorista embriagado que atropelou e matou cantor de pagode em São Vicente tinha mais três pessoas no carro; VÍDEO Juiz nega pedido de segredo de Justiça a motorista que matou cantor de pagode em São Vicente