[[legacy_image_294858]] Uma nova companhia do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), que tem sede em Santos, será instalada em Guarujá, no litoral de São Paulo. O anúncio foi feito pelo secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, durante entrevista coletiva na Capital, na tarde desta terça-feira (5), quando anunciou o fim da Operação Escudo. Serão mais de 100 policiais atuando no Baep de Guarujá. Segundo o secretário, a Operação Impacto, que já acontecia antes da Escudo, mas com efetivo menor, em Guarujá, continuará até o início da Operação Verão (em dezembro), quando um contingente reforçado é mandado para a Baixada Santista para fazer frente ao número de turistas na alta temporada. Depois disso, a nova companhia do Baep entra em operação. “Terminada a Operação Verão, que é a maior operação policial da América Latina, teremos a inauguração de uma nova companhia do Baep, no Guarujá. Estamos falando da ampliação de 120 vagas de PMs na Cidade para garantir a presença do Estado e o combate ao crime organizado”, confirma. 2º Baep foi criado em 2014. Neste mesmo período, Derrite garantiu que haverá a formatura de 2,9 mil novos policiais civis do último concurso e a Baixada Santista será prioridade para o remanejamento dessas vagas para que a região ‘retorne aos patamares de segurança’. “A Baixada não pode perder o reforço do policiamento”. Operação Impacto e EscudoPor conta dos consecutivos casos de mortes contra PMs na região, a Operação Impacto foi iniciada. Porém, com a morte do soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Patrick Reis, a Operação Escudo tomou conta da Baixada Santista, com foco principalmente em Santos e Guarujá. Ao todo, foram confirmadas 28 mortes, 958 presos (sendo 382 foragidos e procurados pela Justiça), 117 armas ilegais e 967 quilos de drogas, entre cocaína, crack e maconha, apreendidos. Outros 70 adolescentes infratores foram apreendidos. Durante a coletiva de imprensa que determinou o fim da Operação Escudo e a continuidade da Operação Impacto, o comandante-geral da PM no Estado de São Paulo, coronel Cássio Araújo de Freitas, explicou o motivo de agentes de segurança serem deslocados de tão longe, como Ribeirão Preto que fica há cerca de 400 quilômetros de distância, para atuar na região. “O objetivo foi selecionar as pessoas que têm a técnica necessária para o enfrentamento ao crime organizado. Essas pessoas estão distribuídas nos Baeps que estão em todo o estado de São Paulo, inclusive no interior. A outra preocupação foi evitar que nós tenhamos uma intersecção na prestação de serviço nessas cidades. Por isso, foi feito um rodízio dos que têm essa especialização para que viessem participar dessa operação”, conclui.