[[legacy_image_27751]] Em depoimento ao Delegado Renato Mazagão Jr, da Polícia Civil, na noite deste sábado (14), um rapaz, de 33 anos, afirmou ter sido o autor dos disparos contra a candidata à prefeitura de São Vicente Solange Freitas (PSDB). Para isso, ele teria recebido o valor de R\$ 2 mil, a moto, a arma usada no atentado e as instruções. O rapaz informou, também, que o objetivo era apenas o de 'dar um susto' em Solange, pois já sabia que o carro era blindado. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! No depoimento, ele detalhou que foi procurado na terça-feira (10) por um homem, que marcou um local para conversarem. O proponente não se identificou, mas explicou que o carro seria blindado, e que todos os ocupantes já saberiam do que iria acontecer. Ele disse também que o local era a linha vermelha, por volta das 10h, e que o motorista do veículo sinalizaria a hora exata quando acionasse a seta, e nesse momento ele deveria efetuar os disparos. Afirmou ainda que a pessoa perguntou quanto ele queria para fazer o serviço, e o atirador passou o valor de R\$ 2 mil. O rapaz recebeu um telefone celular para que pudessem manter contato, um revólver marca Taurus, calibre 38, de cano curto, e conforme instruções foi buscar a motocicleta Honda/PCX, chave e capacete em um endereço na Cidade Náutica, em São Vicente. No dia do atentado, esperou cerca de 30 minutos no local indicado, a linha vermelha, próximo à linha amarela. Depois de abordar o veículo onde estava Solange e equipe, e efetuar os disparos, ele diz ter fugido pelos bairros Catiapoã, Catarina de Moraes e Cidade Náutica, onde se desfez da arma, e abandonou a moto. Em relação aos disparos, o indivíduo afirmou ter usado a mão esquerda para não tirar a outra do acelerador. Quanto aos ocupantes do veículo, ele disse que sabia que eram a candidata e sua equipe e que lhe foi prometido emprego caso ela fosse eleita. A polícia segue com as investigações, pois não achou, apesar dos detalhes, os fatos do depoente compatíveis com o que foi apurado até agora: "A versão mostrou-se limitada aos fatos e imagens veiculados pela mídia, sendo que não coincidem com o que já foi apurado pela polícia, no tocante ao trajeto, antes e depois do atentado e, também, do contato feito com outro indivíduo pouco antes da tentativa de homicídio, que lhe indicou o carro da vítima", disse a Polícia Civil em nota. [[legacy_image_27752]] Ainda em relação à real atribuição dos disparos a ele, a investigação possuía imagens não divulgadas até o rapaz se apresentar na delegacia, e nelas foi constatado que o verdadeiro autor apresentava uma lesão no dedo do pé direito, situação não verificada com o depoente que se apresentou como responsável, após contatação por exame médico feito pelo IML.