As aulas da associação estão suspensas desde terça-feira (24) (Arquivo pessoal) A Associação Pró-Moradia Ilhéu Baixo está com as aulas suspensas desde terça-feira (24), quando criminosos atacaram a entidade e levaram fiações elétricas. Ela fica no bairro Bom Retiro, na Zona Noroeste de Santos. De acordo com Lucymara de Oliveira, que é aluna de capoeira da associação, não há segurança na região. Foi registrado boletim de ocorrência (BO) e o caso é investigado pela pelo 5º Distrito Policial de Santos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura de Santos afirma que a associação ocupa imóvel cedido pela Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab Santista), por meio de comodato, localizado no Conjunto Habitacional Morro do Ilhéu Baixo, no Bom Retiro. Durante a madrugada de terça-feira (24), os fios elétricos do imóvel foram cortados. Além disso, o relógio medidor de energia foi arrancado. “Só percebemos quando chegamos para a aula às 19h na terça, que a luz não ligava. Aí, foram até o relógio e viram a situação”, diz Lucymara. As fiações elétricas foram furtadas (Arquivo pessoal) Além disso, os criminosos ainda destruíram a placa que sinaliza as modalidades disponíveis na unidade. A associação oferece aulas gratuitas de atividades como o muay thai, ballé, violão, capoeira e kickboxing. O projeto social havia retornado no último dia 16. “(Me sinto) muito triste, porque o projeto iniciou na semana passada. Estamos eu, meu esposo e meu filho inscritos na capoeira, o meu pequeno ia iniciar no violão também. E agora não sabemos quando vai retornar. Dá uma desanimada”, lamenta a empreendedora de 35 anos. O marido de Lucymara, junto ao organizador do grupo de capoeira, irão fazer uma proteção no poste que fornece a eletricidade para a associação neste fim de semana. Integrantes do projeto tentarão evitar inconvenientes futuros (Arquivo pessoal) Segurança na região As ações criminosas na entidade acendem um alerta sobre a segurança na região. Lucymara contou que há somente patrulhamento por parte da Polícia Militar (PM), mas não de forma constante, como em outros bairros. “Eu não vejo nenhuma segurança. Ouvi relatos de que é bem comum esse tipo de furto, inclusive de relógio de água”. A Prefeitura de Santos informou que a Guarda Civil Municipal (GCM) dá apoio às forças de segurança e faz rondas durante o dia e a noite em toda a cidade, incluindo a região da Zona Noroeste. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo comunicou que o policiamento realizado pela Polícia Militar tem sido intensificado em áreas com maior incidência de crimes, conhecidas como “hot spots”. Além disso, há o apoio de denúncias da população. A Polícia Civil também reforça as ações de inteligência e investigação para identificar suspeitos e recuperar bens roubados.