[[legacy_image_301145]] O assassino que matou um homemesquartejado dentro de uma casa no bairro Itaóca, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, estaria morando com a vítima há cerca de uma semana. Em depoimento à polícia, Matheus Batista Cerqueira, de 26 anos, confessou o crime e disse que veio da Grande São Paulo para a Baixada Santista fugindo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria ameaçado matá-lo. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo apurado por A Tribuna, Matheus Cerqueira vive em São Bernardo do Campo, mas estava em Mongaguá há alguns dias. Ele relatou, em depoimento à polícia, que encontrou a vítima, Bruno Rodrigues, o qual não teve a idade divulgada, na praia, logo que chegou na cidade. Durante uma conversa, Bruno teria dito que trabalhava no ramo da construção e pintura e que tinha um serviço disponível para Matheus. De acordo com a versão do suspeito, Bruno lhe ofereceu estadia, comida, uma bicicleta e pagamento em troca dos serviços. Suspeito estaria fugindo do PCCA partir disso, Matheus morou no local do crime com Bruno por cerca de uma semana. O imóvel, na Avenida Governador Mário Covas Júnior, era o local de trabalho dos dois. Ele informou à polícia que estava na cidade para fugir de uma perseguição de membros do PCC, que teve início em Diadema, em São Paulo. Na cidade em questão, Matheus disse que conheceu um homem que lhe ofereceu serviço e um terreno para ele construir uma moradia. Com o passar do tempo, surgiu um boato de que ele estaria estuprando crianças, o que o fez ser expulso da casa e receber ameaças, diz ele. O crimePor volta das 22h de sábado (30), pouco antes do crime, Matheus e Bruno estavam em um bar quando a vítima, supostamente embriagada, teria "dado em cima" de uma mulher casada. Matheus relatou ter repreendido Bruno pela atitude, e os dois foram para casa. A vítima teria passado a discutir com o assassino dizendo que ele teria que "fazer o que ele [Bruno] quisesse, uma vez que dependia do emprego oferecido, já que estava em situação de risco”. Após uma suposta discussão, Matheus pegou a faca com que Bruno o estaria ameaçando e desferiu golpes contra ele. O interrogado matou a vítima, pegou oito facas e esquartejou o corpo. Segundo ele, o ato de decapitar o homem teve a finalidade de “mostrar respeito e medo a quem visse o ocorrido”. Depois do esquartejamento, o criminoso diz ter colocado uma pilha de roupas próximo a um colchão e ateado fogo. Ele permaneceu no local até a manhã deste domingo (1º) e, quando saiu do imóvel, por volta das 9h, jogou as facas em um córrego perto dali. A Polícia Militar (PM) foi acionada com informações sobre o incêndio, pois saía fumaça da casa. Ao chegarem, os agentes notaram, já na entrada, grande quantidade de sangue pelo chão. A porta estava aberta e, quando eles entraram, encontraram o corpo ainda em chamas. No local, os militares também apreenderam facas. O criminoso foi encontrado na Avenida Monteiro Lobato, no bairro Balneário Santa Eugênia. Ao ser abordado, ele confessou o crime e foi preso em flagrante por homicídio, destruição, subtração e ocultação de cadáver.