[[legacy_image_129242]] O déficit no efetivo da corporação, o cansaço dos policiais militares e o aumento dos níveis de estresse dos agentes são fatores que podem desencadear outros episódios como o que terminou com a morte do soldado Juliano Ritter, em São Vicente. A afirmação é do presidente da Regional de Santos da Associação de Cabos e Soldados (ACS), Sérgio Santana — também vereador em Santos pelo PL. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esta é a primeiro morte de um policial militar em serviço na Baixada Santista em 2021, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) - com o caso de Ritter, o estado de São Paulo soma duas mortes de PMs enquanto trabalhavam. As informações, referentes aos nove primeiros meses deste ano, estão divulgadas no portal do órgão. A Tribuna questionou se a SSP teria informações regionais e estaduais a partir de outubro, porém a pasta informou que divulga apenas dados trimestralmente - o período fechará em dezembro. Santana cobrou que a SSP promova mais ações para valorizar o trabalho da categoria na Baixada Santista. Para ele, casos como o deste final de semana podem se tornar mais comuns, já que o "déficit do efetivo da polícia militar é muito grande. A falta de efetivo, somada à desvalorização da categoria, à falta de descanso e aos altos níveis de estresse, faz o policial perder a expertise na sua própria proteção". O crimeO soldado da Polícia Militar Juliano Ritter foi baleado na cabeça, neste domingo (28), na Ponte dos Barreiros, em São Vicente, por um suspeito que fugiu para uma comunidade. Uma policial militar que estava com o soldado tentou atirar contra o suspeito, mas não se sabe se ele foi atingido. Ritter foi velado nesta segunda-feira (29). A cerimônia ocorreu na Sede da Organização Social de Ataúdes Nóvoa (Osan), no Parque Bitaru, e reuniu familiares, amigos e colegas de profissão, além do secretário estadual de Segurança Pública, João Camilo Pires de Campos. O sepultamento do soldado deve ser realizado nesta terça-feira (30) em Concórdia (SC), onde mora a família da vítima. Segundo a SSP, o caso ainda segue em investigação por meio de inquérito policial instaurado pela 3ª Delegacia de Homicídios da Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos. O setor de Inteligência da Polícia Militar faz operações em São Vicente e em cidades próximas, para tentar identificar o autor do disparo. Sobre as cobranças da ACS, a PM disse, em nota, que o "serviço policial-militar é extenuante, exige concentração e atenção e, evidentemente, treinamento constante para o enfrentamento do crime". Já a SSP disse atuar para valorizar os policiais e recompor os efetivos e que, desde 2019, mais de 10 mil policiais já foram contratados, sendo 7.729 policiais militares. Outros 4.177 estão em formação na academia. Além destes, mais 2.700 soldados serão contratados por meio de concurso já autorizado pelo Governo do Estado. Ainda segunda a pasta, há investimentos na modernização de, equipamentos e armamentos da PM. No mesmo período, foram adquiridas 58.208 novas armas, entre pistolas, fuzis, carabinas e armas de incapacitação neuromuscular, 14.500 novos coletes balísticos e 5.177 novas viaturas, sendo 70 delas blindadas pela primeira vez na história da instituição. [[legacy_image_129243]]