Armas usadas por mulher e sobrinho para atirar contra criminoso, foram apreendidas pela polícia, na tarde deste sábado (22), em Guarujá (Matheus Croce/TV Tribuna) As armas usadas por uma mulher de 45 anos e o sobrinho, de 23, para atirar contra o homem que invadia a casa deles foram apreendidas pela polícia, em Guarujá, na tarde deste sábado (22). O suspeito. que tinha 21 anos, foi baleado com diversos tiros e morreu. O caso aconteceu na Rua Guilherme Salera, no bairro Jardim Virgínia, por volta das 14h48. Na ocasião, um homem invadiu a residência, enquanto outro comparsa de moto ficou do lado de fora, dando cobertura. O suspeito entrou na casa, anunciou o assalto e foi baleado pelos familiares. Já o outro envolvido fugiu no veículo depois de ouvir os disparos. O revólver de calibre 357 - com numeração raspada - do criminoso e as pistolas usadas pela mulher e o sobrinho, que tinham registro, foram apreendidas. O delegado Wagner Camargo Gouveia acrescentou que a família tinha a posse de três armas de fogo com registro. Segundo a polícia, o criminoso que morreu já tinha passagem pelo crime de roubo. O outro homem envolvido ainda não foi identificado. De acordo com o advogado da família, Luiz Fernando Mendes Cunha, a família estava na sala de casa quando um indivíduo armado entrou anunciando o assalto. Cunha explica que a mulher pegou a arma “em atitude reflexa” e disparou contra o assaltante. Depois, o sobrinho usou a arma dela e também deu tiros contra o bandido. O advogado afirmou ainda que os dois agiram em legítima defesa. Além disso, segundo o advogado, nenhum dos familiares se feriu. Porém, eles ficaram em estado de choque em função da tentativa de assalto. As câmeras de segurança flagraram parte da ação e foram recolhidas pela Polícia Civil. O caso foi registrado como roubo e homicídio com excludente licitude de legítima defesa na Delegacia Sede de Guarujá. Homem foi morto por família ao tentar assaltar casa no Jardim Virgínia, em Guarujá, na tarde deste sábado (22) (Reprodução e Imagens Cedidas/Guarujá Mil Grau) Como aconteceu A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência. Ao chegar ao local, a Polícia Militar encontrou um indivíduo caído entre a sala e o quintal. Um revólver calibre 357 estava no chão da sala. As armas usadas pelas vítimas (mulher e sobrinho) pertencem à tia e mãe do jovem. Ao ser questionado, ele informou que estava sentado no sofá e, quando olhou pela janela, viu um indivíduo armado, com a arma em punho. Nesta hora, o homem apontou a arma em sua direção e dos familiares. O criminoso entrou armado, anunciando o assalto e apontando a arma em direção à mulher. Rapidamente, ela pegou sua pistola que estava sobre a mesa e atirou contra ele. Depois, o jovem pegou a arma da mãe dele e atirou contra o homem. No depoimento, a mulher contou que nos outros cômodos da casa havia mais familiares, que não viram o que aconteceu. Além disso, ela não soube informar quantos disparos efetuou e que a porta da sala estava aberta. Segundo ela, quando o criminoso entrou, ele teria falado “perdeu, perdeu, perdeu” e apontou a arma. Por isso, houve o revide. Simultaneamente, o jovem levantou do sofá e pegou outra arma, de propriedade da mãe e que também estava sobre a mesa, para atirar contra o homem. No boletim de ocorrência, é mostrado que a mãe do adolescente estava em um imóvel em frente ao local dos fatos. Ela ouviu os disparos, correu para ver o que estava acontecendo e, quando chegou, soube pelo jovem a respeito do caso.