[[legacy_image_294853]] A Operação Escudo chegou ao fim nesta terça-feira (5), após 40 dias de reforço policial e 28 suspeitos mortos, 22 em Guarujá e 6 em Santos, no litoral de São Paulo. A informação foi divulgada pelo secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite, durante uma entrevista coletiva na Capital. A ação policial começou na Baixada Santista após a morte do soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Patrick Reis, em Guarujá. Derrite informou que foram 958 presos (sendo 382 foragidos e procurados pela Justiça) no período, 117 armas ilegais e 967 quilos de drogas, entre cocaína, crack e maconha, apreendidos. Outros 70 adolescentes infratores foram apreendidos. [[legacy_image_294852]] O secretário cita que essa quase tonelada de drogas encontradas representam um prejuízo milionário para o tráfico da região. Derrite afirma que a região tinha um ‘problema grave de segurança pública’ e, de maneira estratégica, a Operação Escudo desarticulou o crime organizado. “As principais lideranças do crime organizado foram colocadas atrás das grades e, algumas delas, resistiram à prisão e faleceram durante a troca de tiros”. “Mais do que um recado, foi uma demonstração clara de que o Estado não será afrontado em nenhuma ocasião. Esperamos que novas operações não sejam necessárias, mas, caso seja preciso, ‘operações escudos’ serão desencadeadas para garantir que não haverá um estado paralelo dentro do Estado de São Paulo”, afirmou Derrite. Parabenizando a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil, o secretário reforça que, com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Operação Escudo se tornou uma questão de política pública no âmbito de segurança. O secretário pontua que os policiais do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) do interior agora retornam aos seus postos, porém serão mantidos os efetivos do Choque e o remanejamento das vagas da Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem) para manter o apoio na região. “A presença do Estado que se iniciou com a Operação Impacto e permaneceu na Operação Escudo vai permanecer, com a diferença de não utilizar esses batalhões que tem que retomar as atividades em suas respectivas região. Porém, não haverá nenhuma desassistência para a região da Baixada Santista”, pontuou. Alvo de polêmicas e contestada por órgãos dos direitos humanos, Derrite disse que as denúncias de execução são falsas, pois, segundo ele, nenhum laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta execução ou tortura. “Temos comprovar isso pelo brilhante trabalho da polícia cientifica”. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou que todas as ocorrências de morte durante a Operação Escudo são investigadas pela Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Santos e a PM, por meio de inquérito policial militar. Ainda segundo a SSP, todo conjunto probatório apurado no curso das investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais, está sendo compartilhado com o Ministério Público e o Poder Judiciário.