[[legacy_image_358691]] Alunos da Escola Grau Técnico Santos, no Litoral de São Paulo, tiveram as formaturas canceladas pela empresa Mega Eventos. O evento, que aconteceria no último sábado (18), foi cancelado dois dias antes, assim como outra marcada para setembro, gerando grande prejuízo financeiro e emocional aos envolvidos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Uma aluna do curso técnico de enfermagem, Letícia Vitória, de 25 anos, disse que entrou em um grupo com mais de 50 pessoas afetadas pela situação. Letícia alegou que, na quinta-feira (16), foram informadas pela empresa que o evento não aconteceria na data, por motivos de saúde da responsável, que não poderia comparecer. "Começamos a ir atrás e pedimos o reembolso, mas fomos informados que havia um prazo de sete dias", relata. "Comecei a postar sobre e recebi relatos de muita gente sobre como eles enrolam e sempre pedem mais prazo, mas nunca devolvem o dinheiro de fato. Ligamos no local onde aconteceria a formatura, e eles informaram que nunca teve nada marcado, apenas negociações em aberto", afirma. Rosemary Ribeiro, de 39 anos e também técnica de enfermagem, diz ter descoberto que a responsável pessoa responsável pela empresa não possui, atualmente, Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), tendo aberto e fechado um CNPJ em menos de um ano. "A escola enviou uma nota dia 6 de março, falando que tinha parceria com eles. Depois do cancelamento, alegaram não ter responsabilidade nenhuma" Em uma captura de tela obtida por A Tribuna, a diretoria enviou no grupo de representantes de turma, a seguinte mensagem: "Aproveito para enviar aqui o contato da Mega Eventos, empresa que está em parceria com a escola, para as turmas que desejam fazer festa de formatura", e então citou o nome das responsáveis. Em 24 de abril, a diretoria oficializou a parceria. "É a única empresa autorizada a entrar na escola, fazer divulgação e marcar reuniões". Rosemary explicou que a turma ainda está procurando um advogado para uma melhor orientação sobre o caso. "Estamos sem apoio da escola. A empresa até responde a gente dizendo que vai estornar os valores, mas não dá uma data nem nada. Disseram que iam enviar um contrato mas também não enviaram", conclui. Letícia ressaltou que o sonho continua. "Nós não desistimos, estamos fazendo uma rifa solidária para arrecadar dinheiro e realizar a formatura. Conseguimos um espaço bom e já estamos atrás de um cerimonialista", explica. Em nota, a diretoria da escola declarou que a empresa de eventos não possui qualquer vínculo contratual com a instituição e que lamenta profundamente o ocorrido com os alunos. Contudo, alegaram que trata-se de uma situação fora do controle do colégio. "Não temos relação com a empresa de eventos, nem qualquer benefício financeiro com a contratação do serviço por parte de nossos alunos. Atendendo a pedidos de Comissões de Formatura, cedemos uma sala para as reuniões com a empresa. Sempre recomendamos que os alunos tomem todas as cautelas necessárias ao contratar qualquer empresa prestadora de serviços de formatura", concluiu a direção. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a situação foi registrada como estelionato e está sendo investigada pelo 1º DP de Santos. A equipe da unidade prossegue com as diligências para esclarecer os fatos e todas as circunstâncias são analisadas. Os demais detalhes serão preservados pelo órgão para garantir autonomia ao trabalho policial. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a Mega Eventos, buscando um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até a data de publicação desta matéria.