Local tem um histórico de violência e ameaças por parte dos estudantes (Reprodução) Uma funcionária da Escola Estadual Dagoberto Nogueira da Fonseca, no Bairro Suarão, em Itanhaém, Litoral de São Paulo, alega ter flagrado alunos portando armas de fogo e vendendo entorpecentes dentro da unidade de ensino. Segundo ela, o local tem histórico de violência e ameaças por parte dos estudantes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A funcionária, que preferiu não se identificar, representou a instituição ao registrar um boletim de ocorrência (BO) na última sexta-feira (2), no 3° Distrito Policial (DP) de Itanhaém, onde o caso segue sendo investigado. A decisão ocorreu após outro servidor conseguir uma foto. Na imagem, dois alunos empunhavam uma arma dentro do banheiro. Entre os problemas descritos que assolam a instituição, estão o uso de cigarros eletrônicos, venda de drogas, ameaças e agressões contra professores e funcionários, e até estudantes postando fotos portando armas de fogo na unidade. "Estamos vulneráveis e expostos a riscos de integridade física e emocional por falta de segurança pública. Eles portam armas de fogo e vendem entorpecentes dentro da escola. Os boletins de ocorrência não têm retorno, nós só pedimos por providências e mais segurança", comentou. Providências Diante do flagrante, a direção da escola foi comunicada, e informou que está tomando providências no âmbito administrativo. Entretanto, outra funcionária afirma que a diretoria já perdeu o controle da situação há muito tempo. "Isso vem acontecendo desde 2022, piorou em 2023 e agora continua. Fumam dentro da escola e até em cima do telhado. Enquanto estavam arrancando a calça um do outro e se recusando a fazer as atividades, estávamos tentando fazer o melhor, mas já passou do limite". Uma outra pessoa, atualmente afastada, afirma que, depois da pandemia de covid-19, ficou impossível lecionar no local. "Eles (alunos) voltaram agressivos, sempre brigando e com uma falta de respeito sem limites. Eu estava com suspeita de leucemia na época, e passei muito nervoso, a ponto de não conseguir trabalhar porque eles faziam um verdadeiro horror na vida dos professores". E segue: "Eu passava mal e meus colegas também. Tem professor que pede pra sair porque não aguenta. Agora está pior ainda, já que eles passaram para o ensino médio e continuam com a mesma rotina. E isso vale para meninos e meninas", ressalta. O que foi feito Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que repudia qualquer tipo de violência dentro ou fora do ambiente escolar. A pasta afirma que, assim que tomou conhecimento da imagem de um aluno com um simulacro, a equipe gestora convocou os responsáveis pelo estudante para orientações a respeito da conduta inapropriada e registrou um boletim de ocorrência. Ressaltou, ainda, que a escola não tem registro de venda de drogas dentro das dependências da unidade e seguirá trabalhando a cultura de paz, o respeito ao próximo e bons hábitos por meio de projetos, palestras e das ações do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP). A Diretoria de Ensino de São Vicente e a equipe gestora da unidade informaram que estão à disposição da comunidade escolar para mais esclarecimentos.