[[legacy_image_313282]] Um adolescente de 14 anos foi agredido na última terça-feira (14) por outros três alunos, também menores, na saída da Escola Municipal Vereador Felipe Avelino Moraes, que fica na Rua Dino Tognini, na Vila Caiçara, em Praia Grande. O jovem foi acusado de ter exposto um caso entre uma professora e um outro estudante na unidade de ensino. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna entrevistou a mãe do adolescente agredido, que está internado. A empresária, de 51 anos, conta que a mãe da melhor amiga da vítima descobriu conversas da menina, de 14, com a professora da escola, de 25, expondo um suposto caso amoroso entre a educadora e um outro estudante, menor de idade. A Reportagem teve acesso às supostas conversas entre a professora e a menor de idade, ocorridas em maio deste ano, onde é possível ver a mulher assumir que beijou o aluno de 14 anos e que teria intenção de ter relações sexuais com ele. Nestas mesmas conversas, ela convida a menina para sair e fumar um pod (cigarro eletrônico). [[legacy_image_313283]] [[legacy_image_313284]] A mãe do jovem agredido também afirma que essa professora tinha o costume de consumir bebidas alcoólicas com os alunos. De acordo com a empresária, a responsável pela aluna descobriu as conversas no celular da filha e expôs a situação à diretoria da escola. “A professora ficou sabendo da denúncia porque a diretora errou em mostrar quem estava fazendo a reclamação”, diz. Foi a partir daí, quando a professora soube da exposição, que os dois colegas (a menina das conversas e seu melhor amigo) começaram a sofrer ameaças por terem revelado as atitudes da professora. Por conta disso, um boletim de ocorrência de ameaça foi registrado pelas mães dos dois estudantes. AgressõesOs envolvidos são todos da mesma sala, do Ensino Fundamental II. A mãe da vítima relembra que “ao longo deste mês ele (a vítima das agressões) ficou escutando 'charadinhas' na classe. Foram vários tipos de agressões verbais e no dia 14 ele deixava a escola e três alunos o agrediram”. Entre os agressores, a mulher afirma que o aluno que beijou a professora estava presente. Eles foram à Delegacia novamente, e a vítima precisou passar por um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). O boletim de ameaça passou a ser investigado como lesão corporal. Alguns dias após a agressão, no sábado (18), a mãe comenta que o adolescente agredido passou a ter dores abdominais e, desde então, está internado. “Ele está muito deprimido, porque diz que apanhou. Nenhum homem quer apanhar. Me sinto impotente, muito triste, mas eu quero justiça, que eles deixem o meu filho em paz, e paguem pelo que fizeram”. Diante das ameaças anteriores, e mesmo após a agressão, a mãe alega que a diretoria da escola foi omissa. Por conta disso, ela pretende entra na Justiça. AdvogadoO advogado da empresária, Thiago Rodrigues, explica que eles também farão uma denúncia ao Ministério Público (MP) sobre o caso. “Houve o envolvimento de uma professora maior de idade com um aluno menor, e isso é crime. Foi feita uma reclamação, através da ouvidoria, da Secretaria de Educação (Seduc). Porém, a diretora não tomou nenhuma atitude a princípio em relação à professora”. E segue: “Não houve nenhuma penalidade à professora, parece que ela foi desligada da escola, mas não houve denúncia”, relata o advogado, reforçando também que a denúncia ao MP terá como foco a demora da diretora em agir. O que diz a Prefeitura?A Prefeitura de Praia Grande informou, em nota, que lamenta o ocorrido com o aluno vítima de agressão. Em nome da Secretaria de Educação (Seduc), a Administração ressalta que não compactua com tais atitudes, e "adotará ações de conscientização com os estudantes para que novos casos não ocorram". “Ainda visando preservar os alunos, a direção da escola remeteu os fatos ao Conselho Tutelar, por se tratar de órgão de proteção da criança e do adolescente”, destaca ainda a nota. ExoneradaSobre a professora envolvida, a Prefeitura apenas garante que a profissional foi exonerada dos quadros funcionais por má conduta assim que a Seduc soube do ocorrido. A Reportagem procurou a professora citada para um posicionamento, porém a educadora optou por não se manifestar sobre o caso.