Brigas incessantes têm causado medo e insegurança em pais e funcionários da Escola Estadual Dagoberto Nogueira da Fonseca, em Itanhaém (Reprodução) Conforme noticiado por A Tribuna na manhã desta sexta-feira (9), alunos da Escola Estadual Dagoberto Nogueira da Fonseca, em Itanhaém, no Litoral de SP, aterrorizam professores com supostas armas de fogo e venda de drogas dentro da unidade de ensino. Agora, novas informações reforçam a delicada situação: na noite desta quinta-feira (8), uma aluna foi agredida violentamente por cinco meninas na calçada do colégio. Segundo uma mãe, no mesmo dia, um estudante teria sido agredido por uma inspetora dentro da escola. Além disso, um dia antes, outra briga também teria acontecido em frente à unidade de ensino. (Veja vídeo mais abaixo com trechos da confusão na noite desta quinta) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A reportagem de A Tribuna conversou com uma mãe e um funcionário da unidade de ensino que deram mais detalhes sobre as brigas e a onda de violência que tem atingido a escola. A mãe, que teve a identidade preservada por questão de segurança, disse que na briga na noite desta quinta (8) cinco alunas da escola agrediram uma menina na calçada da unidade de ensino no horário da saída, por volta das 18h35. “Elas estavam com pau e pedra. As cinco pegaram uma menina na calçada da escola”, observa. Ainda segundo a mãe, havia duas viaturas da Polícia Militar (PM) na frente da escola. “Só que eles não fizeram nada (PMs). A única coisa que fizeram foi pôr o corpo lá para poder afastar a multidão de alunos. Diretores e funcionários da escola também não fizeram nada para apartar a briga”, conta. A mãe acrescentou que a garota ficou machucada depois das agressões. No mesmo dia, segundo a mãe, uma funcionária da escola agrediu um aluno dentro da unidade de ensino. “Antes de acontecer a briga na hora da saída, uma inspetora da escola agrediu um aluno no pátio. Ela deu um tapa na cara do aluno. As câmeras gravaram tudo”, afirma. A mãe disse que os policiais foram acionados para registrar o boletim de ocorrência (BO), porém a diretora não quis fornecer as imagens das câmeras de monitoramento. -Veja o vídeo (1.429860) Outra briga Um dia antes, na quarta-feira (7), de acordo com a mãe, houve mais uma briga na escola. “Minha filha falou que as meninas discutiram por mensagem no Instagram e falaram que iam se pegar no horário de saída da escola". Essa confusão ocorreu fora do colégio, durante a saída das aulas. A mãe relatou que os pais estão indignados com a onda de violência na unidade de ensino. “Nós, pais, estamos revoltados com a violência na escola. Estamos vendo a hora de acontecer algo pior com nossos filhos”, preconiza. Violência e roubos Um funcionário do colégio, que preferiu não ser identificado, contou que a escola é alvo de violência constantemente nas últimas semanas. “Há um histórico de brigas feias dentro da escola e até mesmo fora dela. Professores não estão se sentindo à vontade para trabalhar”, comenta. Ele contou ainda que, dentro da escola, houve pelo menos nove roubos de celulares, sendo que dois pertenciam a professores. "A situação está fora de controle”, desabafa. Seduc A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que um supervisor de ensino será enviado à escola para averiguar todas as denúncias e instaurar uma apuração preliminar para analisar a conduta dos funcionários da escola, o que poderá acarretar em sanções administrativas. A Seduc acrescentou que, após a briga na noite de quinta, os funcionários acolheram a aluna agredida e seus responsáveis foram chamados. A pasta disse também que as agressoras estão sendo identificadas e os responsáveis pelas alunas serão convocados para tomarem conhecimento das medidas disciplinares que serão adotadas. Em relação à imagem do aluno com um simulacro (que consta nesta matéria), a equipe gestora convocou os responsáveis pelo estudante para orientações a respeito da conduta inapropriada e registrou um boletim de ocorrência (BO). A Seduc ressaltou que o colégio não tem registro de venda de drogas dentro das dependências da unidade. A secretaria informou que a unidade de ensino seguirá trabalhando a cultura de paz, o respeito ao próximo e os bons hábitos por meio de projetos, de palestras e de ações do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), juntamente com um profissional do Psicólogos nas Escolas. A Diretoria de Ensino de São Vicente e a equipe gestora da unidade estão à disposição da comunidade escolar para mais esclarecimentos. A Seduc arrematou afirmando que repudia todo tipo de violência, dentro ou fora do ambiente escolar. PM e SSP A Tribuna entrou em contato com a Polícia Militar (PM) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para mais informações dos casos de violência. A PM informou que apura as ocorrências. A SSP não respondeu até a publicação da reportagem.