Advogado Badures tem sofrido ameaças nas redes sociais (Reprodução/Redes Sociais) O advogado Mário Badures, que representa o suspeito de ter matado o comerciante Igor Peretto e a facadas em Praia Grande, vem sofrendo ataques pelas redes sociais por assumir a defesa de Mário Vitorino, principal acusado pelo crime. Segundo o advogado, chegam a usar imagem do seu filho, que ainda é criança. "A certeza que meu filho terá quando crescer é que o pai honrou a advocacia, e tenho certeza que ele terá orgulho disso", diz o advogado em uma publicação nas redes sociais sobre o assunto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Badures informou para A Tribuna que registrou um boletim de ocorrência (BO) e que conseguiu ter acesso ao grupo responsável. Parte dos criminosos já foram identificados e a Polícia Civil será comunicada. "Seguidores fanáticos e criminosos criaram esse grupo para disseminar ódio", diz o advogado. Nas redes sociais, ele fala sobre o ocorrido e explica que os ataques começaram a ser direcionados para a criança. "Não atingem somente a esfera do advogado, mas principalmente dos seus familiares, em especial o filho, que vem sendo sua imagem divulgada em grupos de Whatsapp, com os comentários mais vis e covardes possíveis", diz Badures. A 44ª Subseção de São Vicente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) usou também as redes sociais para divulgar uma nota de repúdio aos ataques sofridos pelo advogado Badures e sua família. “É inadmissível que a privacidade e a dignidade de um profissional e de sua família sejam desrespeitadas, colocando em risco não apenas a sua integridade, mas também a segurança e o bem-estar de seus entes queridos. Quando um advocado é atacado no exercício de sua profissão, é atacada toda a advocacia”, diz o texto. A Ordem ainda destaca que o papel do advogado criminalista é fundamental para a Justiça, e que o exercício da advocacia de forma plena é garantia de todo o cidadão. Badures ainda destacou que o vazamento de informações pessoais prejudica a investigação dos fatos e, consequentemente, a família da vítima. “São ataques covardes orquestrados por aqueles que dizem gostar da vítima, que são amigos. Mas que somente mostram o quanto irracionais e selvagens eles são, porque estão a tratar dos familiares de um profissional de nada tem a ver com o caso concreto”,diz o advogado. Vídeo mostra Mario Vitorino da Silva Neto algemado e sendo conduzido pela PM em Rio Claro (Reprodução) Defesa de Mário Vitorino Mário Badures atua como advogado de defesa de Mario Vitorino da Silva Neto, preso preventivamente pela morte do comerciante Igor Peretto. O advogado explicou que o cliente alega ter agido em legítima defesa, pois teria acontecido uma luta corporal entre os dois no apartamento que a vítima foi encontrada sem vida. A informação é confirmada pelo boletim de ocorrência (BO) que diz que a cena do crime aponta luta corporal, já que o imóvel estava 'revirado' e com marcas de sangue em vários locais. Uma faca ensanguentada foi encontrada perto da porta. O acusado, preso no último domingo (15), ainda apresenta diversas lesões, segundo a defesa. Prisão Mario foi preso após ser encontrado por volta de 8h15 deste domingo (15) na casa do tio de Rafaela Costa da Silva (amante dele e esposa de Igor), na Rua Teresinha Andrade Godói, no bairro Jardim Novo Mundo. O acusado foi achado após o vereador Tiago Peretto (União Brasil) acionar o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), informando que a localização do celular de Igor estava apontado para o endereço. No momento da prisão, a polícia encontrou R\$ 8,1 mil em dinheiro, sendo 81 notas de R\$ 100,00 na posse de Mario. Foram apreendidos três Iphone 15 Pro Max que também estavam com o acusado. Durante a abordagem, Mario foi algemado por receio dos policiais de que ele fugisse porque, conforme o boletim de ocorrência (BO) obtido por A Tribuna, ele estava agitado e nervoso. Após ser capturado, o acusado passou por atendimento médico no Hospital Padre Nicanor Merino, em Torrinha. O suspeito era cunhado da vítima e procurado pela Justiça desde o dia 2 de setembro, quando foi decretado o mandado de prisão temporária contra ele e a viúva de Igor, Rafaela Costa da Silva, com quem Mário mantinha um relacionamento extraconjugal. Mário Vitorino da Silva Neto (esquerda) e Rafaela Costa da Silva (direita) tiveram a prisão decretada por conta da morte de Igor Peretto (centro) (Reprodução/Redes Sociais) O assassinato Igor Peretto, de 27 anos, foi assassinado a facadas dentro do apartamento da irmã (Marcelly), que fica na Avenida Paris, no Bairro Canto do Forte, em Praia Grande, no dia 31 de agosto. A Polícia Civil ainda não confirma quem matou Igor. Dentro do imóvel onde aconteceu o crime, estiveram Igor, Rafaela, Marcelly e Mario. De acordo com o BO, a cena aponta para luta corporal. Uma faca que teria sido usada no crime também foi achada no apartamento, perto de uma porta. O documento diz que após serem chamados e chegarem ao prédio, policiais militares foram atendidos pela síndica. Ela relatou aos PMs que, durante a madrugada, ouviu barulho e gritaria vindos do apartamento, no quarto andar. Os vizinhos foram até a porta do apartamento, tocaram a campainha e bateram à porta, mas não foram atendidos. A síndica contou aos agentes que viu, por câmeras de monitoramento do prédio, que Marcelly e Rafaela chegaram ao edifício e entraram no apartamento. Era por volta de 4h35. Quase uma hora depois, Mário e Igor apareceram e pediram ao porteiro para entrar. A irmã de Igor só permitiu que subissem caso os dois fossem juntos ao apartamento. Ainda com base nas câmeras, por volta de 6h, Mário e Marcelly deixaram o apartamento, desceram pela escadaria e foram à rua pelo estacionamento. Conforme os PMs, havia a impressão de que Igor e Rafaela poderiam estar no imóvel, em cujo corredor de acesso havia sangue. Rafaela, porém, não estava lá. O apartamento foi aberto com ajuda de um chaveiro. Policiais acharam o corpo de Igor caído no quarto, perto da janela.