<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.434232" attr-version="policy:1.434232:1726439168" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.434232/Design sem nome (62).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Advogado criminalista Áureo Tupinamba também foi diretor da Câmara de Cubatão (Reprodução/Instagram)</span></p> <p paraeid="{7c200029-dba7-4dd3-9556-88c811c69650}{173}" paraid="1788988495"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O inquérito que investigava o advogado Áureo </span>Tupinambá, que defendeu o traficante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e procurado pela Interpol, André do Rap, foi arquivado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O advogado <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/vereador-e-preso-por-fraudes-em-licitac-es-e-ligac-o-com-o-pcc-no-litoral-de-sp-1.414021">foi alvo da Operação Munditia</a>, que tentou desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar licitações e ligado à facção “Primeiro Comando da Capital (PCC)”. A Justiça entendeu que ‘não havia o mínimo de elementos probatórios capazes de ensejar uma ação penal’. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{7c200029-dba7-4dd3-9556-88c811c69650}{213}" paraid="1284945600"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A ação foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), e da Polícia Militar (PM) </span>e foi deflagrada em 16 de abril, dia que Tupinambá também foi preso. Porém, cerca de nove dias depois, o advogado teve a prisão temporária revogada, perante cumprimento de medidas cautelares. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{7c200029-dba7-4dd3-9556-88c811c69650}{255}" paraid="1341762650"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> conversou com o advogado de Defesa de </span>Áureo Tupinamba e teve acesso à decisão de arquivamento do inquérito que investigava o acusado. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{10}" paraid="2142265645"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado</span> Marcelo Cruz, que defende Tupinambá, disse que, na quinta-feira (12), a Justiça foi restabelecida: ‘Não havia o mínimo de elementos probatórios capazes de ensejar uma ação penal. As condutas práticas pelo diretor da Câmara de Cubatão eram absolutamente lícitas e dentro das conformidades legais”, explica. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{44}" paraid="799690202"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na quinta-feira (12), a Justiça deu decisão favorável ao pedido de revogação das medidas cautelares solicitad</span>as pela defesa do advogado - dentre elas a proibição de manter contato com outros investigados. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{56}" paraid="831905997"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O MP se manifestou favoravelmente ao pedido da Defesa de </span>Tupinambá. O órgão se manifestou, afirmando em documento que: “concluída a análise do material digital associado ao investigado Áureo Tupinambá, não foram amealhadas provas da atuação do investigado na organização criminosa investigada, manifestando-se pelo arquivamento dos autos em relação ao referido”. </p> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{56}" paraid="831905997"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Eles reforçaram o arquivamento do IC.</span> </strong></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{96}" paraid="1991117575"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A juíza Priscila </span>Devechi Ferraz Maia, da 5ª Vara Criminal de Guarulhos, decidiu pelo arquivamento do inquérito. O motivo é que as provas apresentadas pela defesa do ex-acusado demonstraram que o advogado não participou das fraudes de licitações. Além disso, a posição do MP ainda reforçou a falta de provas contra o réu. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{136}" paraid="755476984"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A</span>s medidas cautelares também foram revogadas e foi dada permissão de restituição dos bens pessoais que haviam sido apreendidos na investigação. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{162}" paraid="219967160"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Prisão de </span>Tupinambá </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Operação </span>Munditia foi deflagrada no Estado de São Paulo em dia 16 de abril. A investigação, que era do MP-SP, apontou que empresas atuavam de forma recorrente para frustrar a competição nos processos de contratação de mão de obra terceirizada no Estado em outras prefeituras e Câmaras Municipais. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{188}" paraid="1366635168"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O grupo investigado era suspeito de ter </span>envolvimento com o PCC. Diversas cidades, dentre elas Cubatão e Guarujá, estiveram com contratos sob análise. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos na região e cinco de busca e apreensão em Cubatão, Praia Grande e Santos. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{216}" paraid="1588399479"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado Á</span>ureo Tupinambá, que foi preso em Santos, era investigado por envolvimento no grupo de criminosos como diretor da Câmara de Cubatão. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dc701ca1-5c74-41e3-8fa7-f28303092267}{238}" paraid="329241636"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span> ex-vereador de Cubatão e ex-presidente da Câmara Municipal, Ricardo Queixão (PSD) e a servidora pública da Prefeitura, Fabiana de Abreu Silva, também foram alvos da operação e presos. Queixão foi liberado em agosto, após habeas corpus. Já Fabiana foi solta poucos dias depois da sua detenção para cumprir prisão domiciliar. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5f86933c-7045-4db6-85bc-29bb64d50c14}{19}" paraid="2075404302"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Defendeu André do Rap</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Tupinambá também atuou na defesa do traficante de drogas André do Rap, que é apontado como um dos chefes do PCC e foi condenado a 25 anos por tráfico internacional de drogas. Atualmente ele está foragido e é procurado pela Interpol.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5f86933c-7045-4db6-85bc-29bb64d50c14}{27}" paraid="409220226"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Solto</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A juíza Priscila </span>Devechi Ferraz Maia, da 5ª Vara Criminal de Guarulhos (SP), <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/justica-solta-ex-diretor-da-camara-de-cubat-o-investigado-por-fraude-em-licitac-es-1.416274">revogou no dia 25 de abril a prisão</a> temporária do advogado Áureo Tupinamba de Oliveira Fausto. No processo, ele é apontado como ex-diretor-secretário da Câmara de Cubatão, e foi detido no dia 16 na Operação Munditia, deflagrada para desarticular uma organização criminosa ligada ao PCC, investigada por fraudar licitações no Estado. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5f86933c-7045-4db6-85bc-29bb64d50c14}{55}" paraid="1423265602"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Priscila determinou o cumprimento de medidas cautelares por Tupinambá, como o afastamento do cargo — o que o Legislativo já fez, ao exonerá-lo —, a proibição de manter contato com os outros investigados e comparecer aos atos determinados no processo. O advogado também </span>ficou proibido de sair da cidade (mora em Santos) ou mudar de domicílio sem autorização judicial. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{5f86933c-7045-4db6-85bc-29bb64d50c14}{65}" paraid="691918208"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O</span> advogado Marcelo Cruz, que defende Tupinambá, declarou na época que “juntamos hoje (quinta) pela manhã, antes da manifestação do Ministério Público (Estadual), farta documentação que demonstrou ausência de sala de estado-maior, falência do sistema prisional pátrio e, sobretudo, relatórios médicos que atestam quadro de saúde que exige cuidados”, esclarece. </p> </div>