[[legacy_image_159076]] A advogada que age em defesa de três policiais militares, suspeitos de envolvimento na morte do policial civil Eduardo Antônio Brazzolin, no último dia 28, em Guarujá, declarou em entrevista à A Tribuna o posicionamento dos agentes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Larissa Torquetto afirma que um disparo que atingiu o oficial partiu de um membro do citado grupo - não especificado - mas que a ação teria sido em legítima defesa. A perícia, segundo ela, ainda trabalha com as armas como evidências para a comprovação do ato. Em defesa dos três homens, sendo eles um sargento, um tenente e um soldado, a advogada cita, inclusive, que um policial civil - que não teve o nome divulgado, mas que estaria presente no dia do fato - aponta que Brazzolin entrou na Delegacia de Polícia Sede do Município "totalmente exaltado”. Além disso, ele teria exigido do agente que retirasse a pessoa que se encontrava detida em uma viatura da Polícia Militar – um amigo de um dos filhos de Brazzollin. “Foi muito sabiamente explicado por esse outro policial civil que não era assim que as coisas funcionavam”, comenta Larissa, que acrescenta que o agente teria informado Brazzolin que o delegado de plantão precisava ter ciência da ocorrência primeiro e, enquanto isso não acontecesse, o preso continuaria sob custódia da PM. “Quando teve a negativa desse outro policial civil, [Brazzolin ficou] totalmente alterado e foi para cima dos policiais para as vias de fato (agressão)”, declara. A advogada afirma também que os agentes tentaram algemar o homem, mas, durante a ação, Brazzolin se desvencilhou, sacou seu revólver e tentou atirar à queima roupa na face de um policial militar, mas errou. "Tanto que ele tem a área de 'chamuscamento' no rosto.” Larissa aponta também que um dos tiros disparados feitos pelo policial civil que morreu acertou o ombro de outro policial militar – que não é um dos três representados por ela no caso. “Inclusive, ele ainda está hospitalizado.” Pedido de afastamento dos PMsConforme apurado pela TV Tribuna, familiares de Brazzolin afirmam ter sido vítimas de “perseguição” por parte do grupo de policiais militares envolvidos no caso. Na última sexta-feira (11), inclusive, ainda de acordo com a emissora, a Ouvidoria de Polícia do Estado de São Paulo pediu o afastamento dos agentes. Por sua vez, em nota enviada à Reportagem, a Polícia Militar afirma que, até o momento, não foi registrado qualquer pedido formal por parte da Ouvidoria e que os agentes seguem exercendo as suas funções. Estado dos PMsSegundo a advogada, os três homens representados por ela no caso estão “extremamente abalados, ofendidos e com dificuldade, inclusive, para exercer o trabalho militar” por conta de reportagens – que apresentam o lado da família de Brazzolin – serem publicadas diariamente pelos veículos de imprensa.