[[legacy_image_278426]] Uma parente de Murilo Batista Jeremias, jovem de 17 que morreu na madrugada do último sábado (1º), afirma que o adolescente estava esperando um lanche ficar pronto para comer antes de ser assassinado. O crime ocorreu em uma lanchonete na Rua Orlando Botelho Ribeiro, no bairro Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A prima do adolescente, Marcella Keller, de 26 anos, conta que o cenário do crime é uma lanchonete muito conhecida pelos moradores da comunidade e que ele tinha costume de comprar lanches no local. No momento do crime, Murilo aguardava seu pedido ficar pronto sentado em uma mesa. Marcella alega que o adolescente não conseguiu fugir com a chegada do carro e que um criminoso desceu do carro e obrigado Murilo a sair da lanchonete para ser morto. Ela afirma que foram dois tiros que acertaram a cabeça da vítima durante a ação. “Ele estava esperando sair (o pedido) para comer quando começaram os disparos. Algumas pessoas que estavam com ele conseguiram se esconder, mas ele não teve a mesma sorte. Não sei se ele ficou em estado de choque, mas continuou sentado”, explica. A prima relata que não estava presente no momento, mas foi até o local após descobrir o que teria acontecido. “Ele era um jovem tranquilo. Foi uma fatalidade. Tinha muito para viver ainda. Só ficava aqui no bairro e era de família. Estava apenas pedindo um lanche”. Os familiares ainda não entendem a situação com clareza, comenta Marcella. A parente esclarece que o primo nunca fez mal a ninguém e faltam informações sobre o que teria ocorrido ou a motivação. Além de Murilo, outro homem, de 45, morreu no local. “Estamos bastante preocupados. Aqui é um bairro tranquilo. Todo mundo se conhece e as nossas crianças brincam nas ruas. Essa lanchonete é bem frequentada e poderia ter sido qualquer pessoa ali”, afirma. Marcella diz que o primo era discreto, divertido e calmo. O adolescente foi descrito como uma pessoa sorridente e que sempre passava uma alegria para quem estivesse próximo a ele. Conta que tinham uma relação de muita proximidade, pois foram criados juntos. “Era um menino feliz”. A Tribuna procurou a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) para mais informações sobre o andamento das investigações sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação desta matéria. Relembre o casoO adolescente foi levado às pressas para o Hospital Santo Amaro (HSA), onde chegou em parada cardíaca e foi reanimado. Porém, Murilo não resistiu e morreu dentro da unidade de urgência e emergência. Agora estão sendo realizadas diligências para a localização e prisão dos envolvidos no crime. O caso foi registrado como homicídio consumado e tentativa de homicídio na Delegacia Sede do Guarujá.