[[legacy_image_518]] Um adolescente de 17 anos é suspeito de atirar duas vezes em uma professora durante tentativa de assalto em Mongaguá, no dia 6 de dezembro. Reconhecido por meio de fotografia pela vítima, ele ainda não foi localizado. Um segundo rapaz está envolvido na tentativa de latrocínio, mas a mulher não conseguiu visualizá-lo. Com 45 anos de idade, a professora afirma que não reagiu, mas o adolescente não hesitou em atirar duas vezes, atingindo-a nas costas e em uma das pernas. A vítima foi atendida inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Agenor de Campos, em Mongaguá, sendo transferida ao Hospital Regional de Itanhaém. Ela ficou internada por cinco dias e sofreu fraturas em três costelas. Os tiros também atingiram o fígado e o pulmão da professora, que precisou tomar três bolsas de sangue. Ação violenta O crime aconteceu por volta das 21h30, momentos após a professora desembarcar na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega de uma perua de lotação que a trouxe de São Paulo. Enquanto caminhava para casa, ela passou próximo a dois bandidos em uma moto, cujas características não soube descrever. O piloto ficou o tempo todo sobre o veículo. Porém, o ocupante da garupa se aproximou da vítima com uma arma de fogo com dois canos. O armamento estava enrolado em um pano e o ladrão o apontou para a professora. Em seguida, o mesmo assaltante exigiu a entrega do celular e da bolsa da professora, atirando. “Foi um ato covarde, porque a vítima não reagiu e, mesmo assim, o criminoso disparou duas vezes”, disse o investigador Roberto Gomes, da Delegacia de Mongaguá. Segundo o delegado Luiz Antonio Pereira e o chefe dos investigadores Alexandre dos Santos, a professora não teve dúvidas em reconhecer o adolescente pela foto, justificando ter ficado “cara a cara” com ele. Após os tiros, sem consumar o roubo, o infrator correu até a moto e fugiu com o comparsa. O adolescente possui duas passagens por furto e receptação de veículos. Ele não reside mais no endereço que consta em sua ficha policial.