Homem teria oferecido sexo oral ao menor dentro do banheiro de shopping em Santos (Arquivo Pessoal) Um adolescente de 13 anos alega ter sido assediado sexualmente por um conselheiro da causa LGBTQIA+ no banheiro de um shopping do Gonzaga, em Santos, na quinta-feira (6). O suspeito por tentativa de estupro de vulnerável teria perguntado para o menor se poderia fazer sexo oral nele. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A mãe do garoto, Talita Santos, contou que o filho falou ‘eita’ na cabine do banheiro ao fechar a porta com força e isso ter causado um barulho muito alto. Nesse momento, o homem apareceu e chamou o menor para conversar. “Ele o imitou, então meu filho falou oxe? Como tivesse perguntado quem é. Foi aí que o homem perguntou se podia fazer um b****** nele”, explica a mãe. Talita também falou que ficou sabendo do abuso depois que o filho saiu do banheiro e falou o que tinha acontecido. Ela chamou os seguranças do shopping e esperou o homem sair. O conselheiro foi levado para a delegacia, onde ele e o adolescente foram ouvidos. Depois, o homem foi solto e liberado. Por conta do ocorrido, a mãe conta que o adolescente demostra desconforto em falar sobre a situação, e por isso, evita conversar sobre o assunto com ele. Assédio Em um vídeo publicado nas redes sociais, a mãe disse que estava com os dois filhos dentro do shopping indo em direção a uma loja fora dele. Ao estarem quase indo embora do estabelecimento comercial, um dos filhos disse que precisava ir ao banheiro. Por isso, eles voltaram e o menino foi acompanhado do irmão, para nenhum deles ir sozinho até lá. Enquanto isso, a mãe ficou esperando no lado de fora. Um dos filhos saiu com cara de assustado e, por isso, a mãe questionou. No primeiro questionamento, o adolescente disse que nada havia acontecido, depois, ao perguntar novamente, o menor contou que um homem teria oferecido fazer sexo oral nele. A mãe ficou desesperada e perguntou se o suspeito ainda estava lá dentro. Nessa hora, um dos filhos foi correndo procurar por ajuda. Ele encontrou a equipe da limpeza, que entrou em contato imediamente com os seguranças do shopping. Um guarda foi próximo ao banheiro e conversou com a mãe, que relatou o ocorrido. Ambos ficaram em frente a porta do banheiro, esperando o homem sair. Quando ele saiu, o adolescente apontou quem era e a mãe começou a xingar o suspeito. O homem começou a negar que tinha feito alguma coisa. Depois de pressioná-lo, ele confessou que havia falado aquilo, mas que não sabia que o adolescente era menor. Como forma de se explicar, o suspeito contou que aquilo não se passava de uma ‘piada idiota’. Para as pessoas não partirem para cima do suposto abusador, um segurança o segurou e perguntou para a mãe se ela queria chamar a polícia e registrar o boletim de ocorrência (BO). O homem foi levado pelo segurança até uma área do shopping, onde a mãe e o adolescente ficaram aguardando a polícia. Quando os agentes chegaram, levaram o homem até o 7° Distrito Policial (DP), onde foi ouvido e solto. O adolescente também prestou depoimento. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga um homem, de 24 anos, por tentativa de estupro de vulnerável contra um adolescente de 13 anos, na noite de quinta-feira (6), no bairro Gonzaga, em Santos. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. O órgão também disse que detalhes serão preservados por envolver menor de idade e por se tratar de crime sexual. ConLGBT Por meio de uma nota divulgada nas redes sociais, o Conselho Municipal de Políticas LGBT+ de Santos (ConLGBT) informou que o conselheiro se desligou do movimento. O ConLGBT se posicionou dizendo que repudia veementemente qualquer forma de comportamento ilícito ou desrespeitoso, seja LGBTQIA+ ou não. O movimento disse que há um compromisso em ajudar as autoridades no que for preciso, para que se realize uma investigação minuciosa e imparcial. Ainda ressaltaram a importância de garantir o processo legal, o direito à ampla defesa e ao contraditório para apuração. Eles também destacaram que é descabido relacionar o suposto comportamento criminoso com a orientação sexual do autor e, muito menos, com toda a comunidade LGBTQIA+. O que diz o acusado Em uma publicação do Instagram, o acusado negou o crime e disse que jamais assediaria ou tocaria num menor de idade. “Eu entendo toda a revolta que essa situação gera, porque eu sinceramente tenho nojo de quem atenta ou assedia, principalmente crianças”, disse o conselheiro nas redes sociais. Ele alega que não chegou perto do adolescente de 13 anos e nem tocou nele. Nas redes sociais, ele relatou a sua versão do caso: “Fui até o shopping para usar o banheiro, depois de um revertério pela mistura de substâncias no meu organismo, que eu estava usando há dois dias seguidos por motivos de desequilíbrio particular, que estou tentando lidar e irei tratar!”, explica o homem. O acusado ressaltou que não citou seu problema químico para justificar o que aconteceu. "Porém, a piadinha desnecessária que fiz, foi depois de ouvir um barulho de batida forte de porta, jamais teria feito em situações comuns”. Em sua defesa, o homem afirmou que tudo não se passou de uma ‘piada idiota’ que não deveria ser feita, principalmente com criança ou desconhecido. Por conta do ocorrido, o acusado relatou que ele e sua família estão recebendo ameaças. “Peço que parem de ameaçar minha família e minha integridade física na tentativa de fazer justiça. Já me afastaram do trabalho e de todos os movimentos que eu participava". Por fim, ele pediu desculpas ‘sinceras’ à família por toda situação causada. A Reportagem tentou entrar em contato com o acusado, mas ele não foi localizado.