[[legacy_image_199979]] Os três acusados de assassinar o fiscal de rendas Sérgio Armando Gomes Ferreira, de 56 anos, deverão ser levados a júri popular, de acordo com decisão do juiz Alexandre Betini, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Santos. O advogado de defesa de dois dos acusados já recorreu da decisão, que foi dada no dia 20 de junho. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O crime ocorreu em 14 de novembro de 2019. A advogada, o filho dela e um amigo do filho foram acusados de terem envolvimento no caso. Mais tarde, o filho da mulher, Guilherme Marnoto de Alvarenga, de 21 anos, confessou ter matado o fiscal de rendas. Em entrevista para A Tribuna, o advogado responsável pela defesa de dois dos acusados, Eugenio Malavasi, explicou que o juiz excluiu os furtos do tribunal do júri por conta de uma manifestação preliminar feita pela defesa e será julgada apenas o suposto homicídio. Malavasi atende mãe e filho, Luciana Mauá de Almeida Marnoto, de 50 anos, e o réu confesso, Guilherme. “O juiz proferiu uma decisão de pronúncia, que é o encaminhamento dos acusados para o júri popular. No que se refere aos crimes conexos, os furtos, o juiz acolheu a minha preliminar dizendo que não estão em conexão com o suposto homicídio”, explica. “No que se refere ao acusado preso, ou seja, ao Guilherme, eu não recorri. Ele está preso e se eu recorro, o processo dura mais seis a dez meses no tribunal e ele estando preso. Portanto eu quero que ele seja submetido para que juízes naturais das infrações dolosas contra a vida, que é o homicídio, resolvam a questão. Julguem”, afirma. Guilherme está preso desde dezembro de 2019 e aguarda julgamento. Já sua mãe, também supostamente envolvida no crime responde em liberdade e sua pronúncia pode ser revogada. “No que se refere a doutora Luciana, eu sim recorri. Apresentei recursos e as razões recursais para que o tribunal analise a eventual despronúncia”, conclui. O terceiro suposto envolvido no crime, Gabriel Marraccini Henrique Lopes, de 21 anos, também responde em liberdade. Seu advogado de defesa, Armando de Mattos Júnior, também recorreu à pronúncia. “Já fiz o recurso. Eu entendo que o meu cliente estava na casa onde aconteceu esse homicídio, porém ele não participou em hipótese alguma. Primeiro que ele não tinha interesse nenhum nisso. Caso ocorresse a morte do fiscal o meu cliente não ganharia absolutamente nada, só teria a perder”, afirma o advogado de defesa. O advogado conta que seu cliente, Gabriel, foi convidado por Guilherme, réu confesso, para aproveitar uma piscina e passar um tempo em sua casa, sem saber que havia um conflito entre os dois. “A casa não era provida de energia elétrica. Quando o meu cliente desce a escada, se depara com aquela cena e entra em pânico, pede para sair da casa e vai embora. Essa é a participação dele”, cita. Armando afirma que Gabriel foi preso e sua defesa conseguiu a liberdade para que continuasse sua vida normalmente. “Ele aguarda em liberdade trabalhando, estudando e seguindo a sua vida normalmente. Aguardando definição agora no Tribunal de Justiça”, comenta. “O juiz quando manda as pessoas a júri na sentença de pronúncia, ele entende que há o mínimo de autoria e materialidade, mas não entra em mérito. Agora nós recorremos ao tribunal e ele vai resolver se vai manter a sentença de pronúncia ou vai reformá-la”, conclui.