[[legacy_image_300806]] Os três acusados de matar a adolescente Ana Beatriz, de 14 anos, em Praia Grande, no ano de 2012, foram condenados à prisão preventiva em regime fechado. O júri de Ana Luiza Ferreira, Elisabete Fernandes dos Santos e Carlos José Bento de Souza ocorreu entre esta quinta (28) e sexta-feira (29) no Ministério Público da Cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os réus são a mãe da vítima, a companheira dela e o ex-marido, respectivamente. O corpo da menina foi encontrado nas margens da Rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, em junho de 2012, por um caminhoneiro. O cadáver tinha várias marcas pelo rosto e pelo corpo. De acordo com as investigações, a mãe da criança, Elisabete e Carlos José, que registrou a menina como filha, teriam atuado juntos. Ana Luiza disse à polícia que a companheira espancou a filha até a morte após uma discussão, dentro de casa. O ex-padrasto de Ana Beatriz teria ajudado a esconder o corpo. A mãe da adolescente revelou que o crime ocorreu enquanto um outro filho, um menino de sete anos, dormia em um quarto em frente a onde o assassinato se deu. Elisabete era uma boxeadora e teria agredido a menina até a morte. [[legacy_image_300807]] À época, a autópsia constatou que a morte foi por asfixia. Os três réus foram condenados em regime inicial fechado. A pena de Ana Luiza Ferreira ficou em 27 anos, 2 meses e 20 dias; a de Elizabeth, 20 anos e 8 meses; e, a de Carlos José, 26 anos, 9 meses e 11 dias. A advogada de defesa de Elisabete, Priscila Modesto, afirma que já esperava por uma condenação, porque a cliente dela confessou. “Dos três réus, a pena dela foi a menor, pois houve o atenuante da confissão e os jurados não reconheceram uma das três qualificadoras imputadas. Entretanto, vamos apelar para redução de pena em instância superior”. O advogado de Carlos José, Felipe Azuma, diz que a defesa dele respeita a decisão do júri, embora não concorde com a condenação pelo homicídio, somente a por ocultação de cadáver. Nesse aspecto, haverá recurso. Com relação à prisão, a defesa entrará com pedido de habeas corpus. A Tribuna entrou em contato com a defesa de Ana Luiza, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.