Murilo da Silva de Oliveira, de 22 anos, procurado da Justiça por participar do sequestro e assassinato de um idoso, de 63, em Itanhaém, foi preso em Peruíbe, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil também conseguiu identificar mais quatro envolvidos no crime. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Secretaria da Segurança Pública Estadual (SSP-SP), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão temporária contra o homem na última sexta-feira (28), em Peruíbe. De acordo com a Pasta, o investigado já estava preso por outro mandado, cumprido no dia anterior, e foi informado sobre a nova ordem judicial. Motivação Segundo apurado com a Polícia Civil, as investigações indicam que o crime teria sido motivado por um suposto assédio sexual cometido pelo idoso contra duas crianças. No entanto, isso não foi comprovado até o momento. A DIG prendeu Murilo da Silva de Oliveira, por ele ser investigado pela morte e ocultação do cadáver de “Zezinho”, que faria 64 anos neste mês e era pai de cinco filhos. Conforme apuração de A Tribuna, o crime teria acontecido em fevereiro deste ano. No crime, o idoso foi retirado de casa à força, agredido e levado para uma área rural do bairro Mambu. O sequestro aconteceu antes de uma briga envolvendo a vítima e a mãe das duas crianças. A investigação aponta cinco envolvidos: Murilo, Orlando Tavares e Ednaldo da Silva, conhecido como “Bahia”, seriam os executores. Alexandra Ferreira e Romilda Viegas são apontadas como mandantes e responsáveis por auxiliar no arrebatamento. Orlando e Bahia seguem foragidos. Alexandra e Romilda vem colaborando com as investigações com o auxílio de material e vídeos do crime. Murilo segue à disposição da Justiça na Cadeia Pública de Peruíbe. O caso foi registrado como captura de procurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém. Posicionamentos Em nota, o advogado Leonardo Thadeu de Lima Batista Bacaro, responsável pela defesa de Murilo da Silva de Oliveira, negou a vinculação do nome do cliente a supostas práticas de "tribunal do crime" ou a qualquer organização criminosa. "A defesa nega de forma categórica qualquer envolvimento de Murilo com tais estruturas, ressaltando que os contornos fáticos estão sendo rigorosamente apurados no âmbito do inquérito policial". O advogado também informou que já está atuando junto ao Poder Judiciário com o objetivo de obter a revogação da prisão temporária, "demonstrando que o investigado preenche os requisitos legais para responder aos trâmites da investigação em liberdade". A Tribuna não conseguiu localizar os contatos dos outros envolvidos, mas o espaço segue aberto para manifestações.