[[legacy_image_218052]] Emerson Prisseban da Silva, acusado de atropelar e matar a estudante Bianca Rocha Silva enquanto dirigia bêbado em Praia Grande, em 2018, foi condenado a 10 anos de prisão nesta quinta-feira (27). Na época do crime, ela tinha 17 anos e estava grávida de seis meses, sendo que o bebê também morreu. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Bianca estava grávida de uma menina, que se chamaria Isis. Emerson tinha 23 anos quando ocorreram os fatos. Ele teve a embriaguez constatada pelo exame do bafômetro. O réu dirigia o carro pela Via Expressa Sul, na altura do bairro Trevo, quando bateu em duas motos. Bianca estava na garupa de uma delas, que era conduzida pelo namorado. Na outra motocicleta estava um casal de amigos da vítima. A adolescente grávida ficou em estado grave e foi socorrida para o Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Tanto ela como a filha não resistiram. As demais vítimas tiveram ferimentos leves e não precisaram ser levadas para o pronto-socorro. JulgamentoEmerson Prisseban foi julgado no Fórum de Praia Grande. O processo começou pela manhã, com as seis testemunhas sendo ouvidas, e se estendeu pela tarde. A sentença saiu por volta das 17h. O réu foi condenado a cumprir 9 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio doloso (quando há a intenção ou se assume o risco de matar), e mais um ano no regime aberto por ter se afastado do local do acidente e dirigido sob o efeito de álcool. Emerson ainda foi absolvido por estar dirigindo o carro com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa. [[legacy_image_218066]] "A condenação foi justa e, inclusive no crime de homicídio, foi acima do mínimo legal. O mínimo eram seis anos e o juiz aumentou a pena em mais três anos, em função das consequências do crime", declarou o advogado Ricardo Duran, que representa a família de Bianca. A mãe da vítima, a conselheira tutelar Letícia Silva de Araújo, de 40 anos, não escondeu o sentimento pela morte da filha e comemorou a condenação do réu. "A minha dor e angústia não vão passar. Ele tirou a minha filha única, a minha oportunidade de ser avó e ter histórias lindas para contar. Mas ele não me tirou a vontade de fazer justiça, de mostrar para as pessoas que a vida é preciosa e que temos que respeitar as leis desse País", disse Letícia para A Tribuna.