[[legacy_image_314868]] A 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o corretor de imóveis Rodrigo Algacir Rodrigues, deve ir a júri popular. Ele é acusado de matar um homem no dia 1º de janeiro de 2018, em Guarujá, no Litoral de São Paulo. A data do julgamento ainda não foi definida. Defesa afirma que protocolou recurso contra a decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O juiz do caso já havia tomado a decisão de submeter o réu a julgamento. A determinação oficial surgiu depois que a defesa de Rodrigo apresentou recurso, que foi indeferido pelo relator responsável pela decisão, Maurício Henrique Guimarães Pereira Filho. A denúncia feita pelo Ministério Público foi protocolada em 14 de fevereiro de 2019. AcusaçãoRodrigo está sendo acusado de alvejar Alvimar Alves de Oliveira, no dia 1º de janeiro de 2018, na Avenida Miguel Estefano, no Bairro Enseada. Conforme apurado pela Reportagem, os amigos da vítima chegaram a informar para a polícia que estavam ouvindo música no local, que estava fechado com a multidão de pessoas. Em certo momento, testemunhas relatam que um veículo prata tentou passar pela avenida, mas algumas pessoas arremessaram pedras e garrafas contra o carro, mas mesmo assim ele conseguiu atravessar. Depois de um tempo, o mesmo veículo teria voltado ao local, e Rodrigo, que era o motorista, desceu, sacou uma arma e efetuou três disparos contra Alvimar na região do abdômen. Com os tiros, a vítima teria caído no chão e “fingido estar morto”. Conforme as testemunhas, depois que Rodrigo retornou ao carro, Alvimar se levantou, entrou em luta corporal com ele, conseguiu retirar a arma do acusado, mas acabou caindo no chão novamente. Nesse momento, Rodrigo teria aproveitado para fugir do local. A vítima chegou a ser socorrida pelos amigos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Enseada, depois foi encaminhado para o Hospital Santo Amaro, mas acabou morrendo no mesmo dia. Indignado pelo ocorrido, o acusado teria pego uma arma e acompanhado o amigo até o local, para tentar recuperar o celular, mas foi novamente atacado pela multidão. No depoimento, Rodrigo disse que o veículo foi aberto do lado de fora e Alvimar teria ido em sua direção, e por isso teve que apontar a arma em direção a ele, com a intenção de afastá-lo. Depoimento do acusadoDurante um interrogatório feito pela polícia, Rodrigo afirma ter passado a noite de ano novo com a família e um amigo de 72 anos, que teria pegado o carro durante a madrugada. Minutos após a saída, o idoso teria retornado informando que o veículo tinha sido cercado pela multidão, havia sido agredido e que teve o celular roubado. [[legacy_image_314837]] No entanto, o acusado contou que a vítima continuou em sua direção, por isso não teve outra escolha, senão atirar contra ele. Depois, os dois teriam entrado em luta corporal e Alvimar teria tirado a arma de Rodrigo. Ao tentar sair com o carro, o réu conta que o veículo ainda foi atingido por um disparo na porta traseira. Sobre a posse de arma, Rodrigo informou a polícia que possuía a pistola calibre 380 pois era colecionador e atirador esportivo. Na ocasião, ele também apresentou uma documentário probatória do armamento. Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a data do júri ainda não foi marcada. A Reportagem entrou em contato com o advogado de defesa de Rodrigo, que afirmou que foi protocolado um recurso contra a decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça, e no momento aguardam por uma decisão.