[[legacy_image_302079]] A Polícia Civil cumpriu na tarde desta quinta-feira (5) um mandado de prisão temporária contra Juliano Bispo dos Santos, de 35 anos. Internado no Hospital Irmã Dulce, o homem é apontado como autor de um feminicídio contra Karina de Oliveira Rocha, de 26, que morreu na tarde de quarta (4) em Praia Grande. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande (DDM) cumpriram o mandado após a delegada representar pela decretação da prisão temporária do acusado, pedido prontamente atendido pelo Poder Judiciário. Porém, Juliano continua internado porque também ficou ferido a faca na data em que cometeu o crime. Ele teria tentado suicídio após matar a ex. De acordo com a Polícia Civil, mesmo ferido, ele segue consciente e por isso foi informado da prisão. Juliano foi comunicado que, após a alta médica, ele será levado ao sistema penitenciário. Relembre o casoKarina e o ex-companheiro, Juliano Bispo dos Santos, de 35 anos, foram encontrados esfaqueados dentro de casa, que fica na Rua Virgínia Ramos, no bairro Antártica. Eles foram socorridos em estado grave. A Polícia Militar (PM) foi acionada para atender a ocorrência por uma vizinha, para quem o filho do casal, de 9 anos, teria pedido socorro. Ao notarem marcas de sangue no chão da sala do imóvel, policiais arrombaram a porta de um dos quartos. Os agentes encontraram o homem e a mulher desacordados e com ferimentos no pescoço. No quarto, havia um facão sujo de sangue e, no sofá da sala, duas facas pequenas. As lâminas foram apreendidas. Respingos de sangue também foram encontrados pela perícia na cozinha do imóvel. No cômodo, as manchas de sangue na porta, que fica nos fundos da casa, deram a entender que houve uma tentativa de fuga de um dos envolvidos no caso. No dia dos fatos, a PM informou que foi acionada “para atender uma ocorrência de desinteligência”. Aos policiais militares, a vizinha que os acionou relatou que havia ocorrido uma briga de casal. Depois, em depoimento à Polícia Civil, a mãe da vítima revelou que Juliano tinha um histórico de agressões físicas contra Karina. Uma semana antes do crime, ela teria, pela primeira vez, registrado um boletim de ocorrência. A mãe também revelou que Karina estava na casa dela, em Cubatão, mas teria decidido voltar à Praia Grande um dia antes do crime, contrariando orientações da família. Aos policiais, mãe contou que teria alertado a família sobre o perigo desse retorno, já que o suspeito poderia desrespeitar as medidas protetivas concedidas em favor de Karina. O filho do casal, que tinha ficado com o pai para poder frequentar a escola, foi recolhido pelo Conselho Tutelar e, em seguida, entregue à avó materna.Inicialmente, o caso foi registrado pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. As investigações seguem por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município.