[[legacy_image_302312]] Maurício Souza Alves, acusado pelas mortes a tiros do paratleta Thaynã Higor Cruz da Silva e do aposentado Walter Ramos Filho em um restaurante em Praia Grande, em outubro do ano passado, foi condenado a 32 anos e 4 meses em regime fechado por dois homicídios qualificados, disparo com arma de fogo e cárcere privado. O júri, foi realizado nesta sexta-feira (6) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Praia Grande, e a sentença, lida às 14h38. O crime aconteceu em um estabelecimento na Avenida Marechal Mallet, no bairro Canto do Forte. Maurício, de acordo com denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPSP), teria se aproximado de Thaynã com uma pistola calibre .380, atirando pelas costas contra sua cabeça. Na sequência, ele entrou no restaurante japonês, fazendo com que os clientes se levantassem, assustados. Walter permaneceu sentado e, assim, foi alvejado por Maurício. Na funga, ao perceber que estava sendo seguidos, efetuou alguns disparos e entrou em uma pizzaria, onde havia uma festa, e fez reféns. Após breve negociação, o atirador se rendeu aos policiais militares que acompanhavam o caso. Ali, foi constatado que ele estava na condição de procurado, por descumprimento de prisão em regime semiaberto. “Nenhuma pena é justa para nós como família pois nada vai trazer ele de volta! Mas o fato dele pagar pelo que fez é um alívio saber que ele não vai fazer outras famílias sentirem e passarem o que nós estamos passando”, diz a noiva de Thaynã, a fisioterapeuta Letícia Tiepo, de 25 anos, moradora de Guarujá.