Ronaldo Miguel Ramos, de 49 anos, suspeito de matar Alexander Silva dos Santos a facadas no Conjunto Habitacional Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o BNH, em Santos, no litoral de São Paulo, se apresentou à polícia na madrugada desta quinta-feira (24). Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O crime ocorreu na noite de 18 de setembro, no bairro Aparecida. Alexander havia saído para passear com o cachorro quando foi atacado dentro do conjunto habitacional. Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento da agressão. Segundo as informações apuradas, a vítima foi atingida por um golpe de faca na região abdominal. Após o ataque, o suspeito fugiu. Testemunhas que acompanharam a ocorrência informaram a identidade dele aos policiais militares. As equipes chegaram a ir até o apartamento onde Ronaldo morava, no próprio BNH, mas ele não foi localizado. Dois dias após o crime, a Justiça decretou a prisão temporária do suspeito. Policiais civis realizaram diligências para tentar encontrá-lo e, nesta quarta-feira (23), chegaram a montar um cerco após receberem informações sobre o possível paradeiro dele. Ronaldo, porém, acabou se apresentando espontaneamente na Central de Polícia Judiciária (CPJ), em Santos. Até o momento, ele não teria dado detalhes sobre as circunstâncias do homicídio nem sobre a motivação do ataque. O suspeito deve passar por audiência de custódia e posteriormente ser encaminhado ao sistema prisional. Ataque A Polícia Militar (PM) foi acionada por volta das 21h45 do dia do crime. Quando os agentes chegaram ao conjunto habitacional, encontraram Alexander caído e sendo auxiliado por moradores. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e encaminhou a vítima à Santa Casa de Santos. Alexander, entretanto, não resistiu aos ferimentos. Uma testemunha relatou que, momentos antes da facada, o agressor teria feito uma ameaça à vítima. A faca apontada como utilizada no crime foi apreendida. O caso foi registrado como homicídio na Central de Polícia Judiciária de Santos e segue sendo investigado pela Polícia Civil.