[[legacy_image_338967]] Um homem de 36 anos foi condenado, em primeira instância, por estupro de vulneráveis em Santos. As vítimas são as irmãs mais novas de sua esposa - as suas cunhadas. A sentença saiu no último dia 21. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Moradoras da Zona Noroeste, em Santos, as vítimas, cujas identidades serão preservadas, ainda eram crianças quando os abusos começaram. De acordo com o apurado por A Tribuna, os estupros teriam acontecido por, pelo menos, 125 vezes, entre os anos de 2014 e 2020. A família só foi tomar consciência da violência sexual contra as crianças após uma delas fazer uma publicação em suas redes sociais. *As informações sobre o agressor também são mantidas em sigilo para preservar as identidades das vítimas AbusosOs crimes teriam sido praticados, na maioria das vezes, na casa do homem, na Zona Noroeste. De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), ele teria inserido o dedo na vagina da vítima mais nova diversas vezes. Ele também a teria colocado sentada em seu colo, ao lado de seu pênis. Em outras situações, o homem insistiu para que a menina realizasse atos sexuais, práticas compatíveis com estupro de vulnerável. Na sentença, obtida por A Tribuna, consta que uma das vítimas sentia dor em quase todos os abusos e, por isso, tirava a mão do agressor, que insistia em continuar com aquilo. O homem ainda amedrontava a vítima, para que não contasse para outras pessoas. Ela, inclusive, sentia medo de ser encaminhada para um abrigo. Já com a irmã mais velha, o homem a teria obrigado a beijá-lo na boca, no corredor de sua casa, por duas ou três vezes. Em outra ocasião, ele teria colocado a mão em sua vagina. O homem também teria beijado uma amiga da menina. Um dos abusos ocorreu um dia antes do casamento dele, com a irmã mais velha da vítima. A descobertaSegundo o documento judicial, a família só foi descobrir o ocorrido quando a menina mais velha postou em uma rede social que havia sido molestada com 10 anos. Após uma série de fatores, a mãe indagou a filha, que começou a chorar e contou o que teria acontecido quando ela ainda era criança. “Ela relatou à mãe que, neste dia, teria dormido na casa da irmã e que ele teria passado a mão nela, inclusive havia perguntado se ela teria gostado, e a mesma disse que não”, detalha a sentença. A mulher teria questionado a filha (casada com o condenado), que disse não saber sobre os fatos. Posteriormente, ela perguntou ao marido que “relatou que não se recordava de ter feito nada e que, se em algum momento o fez, pedia perdão”. A mãe também teria conversado com a filha mais nova, que também confessou os abusos. Após a descoberta, a mãe registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). As meninas também foram para o Instituto Médico Legal (IML), onde realizaram exames. DefesaUma testemunha alegou que o homem nunca bateu ou agrediu as meninas, e as mesmas nunca mostravam raiva ou temor do acusado. Outra testemunha disse que não tem nada para declarar sobre desvio de conduta ou caráter do acusado. Uma terceira testemunha também alegou que o homem era 'bom' e respeitoso e que nunca o viu sozinho com as meninas. CondenaçãoSegundo o MP-SP, as provas apresentadas foram suficientes para a condenação do homem a 41 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado.