[[legacy_image_242902]] Preso temporariamente por acusação de estupro de vulnerável, Ricardo Penna Guerreiro, de 46 anos, é condenado por ser coautor de seis tentativas de homicídio e é réu em outro processo, que segue em segredo de justiça. Ele foi preso na última sexta-feira (27), no Canto do Forte, em Praia Grande. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apesar da condenação ter saído apenas em 2019, foi em 13 maio de 2000 que o crime ocorreu. Na época, o caso ganhou repercussão na mídia. Ricardo e outro homem cometeram o crime de tentativa de homicídio por volta das 2h30 na Avenida Ayrton Senna, em Praia Grande. Segundo a condenação, a dupla tentou matar, “por motivo fútil e utilizando-se de recurso que dificultou a defesa das vítimas”, com disparos de uma arma de fogo sem autorização de porte contra seis pessoas. Tudo teria começado após uma discussão dentro do Litoral Plaza Shopping e, quando saíram do local, a dupla perseguiu as vítimas de carro e efetuado os disparos contra elas. Na ocasião, duas pessoas ficaram feridas. A condenação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) que informou, em nota, que ele deveria cumprir a pena de 37 anos e 4 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado. Porém, houve decisão do Superior Tribunal de Justiça determinando sua soltura em 2019 e o processo está em grau de recurso. O Tribunal de Justiça também explicou que Ricardo Penna Guerreiro é réu em outros dois processos criminais no Foro de Praia Grande, ambos tramitando em segredo de justiça. Conforme apurado por A Tribuna, os dois têm como vítimas as ex-mulheres dele e um tem como base a lei Maria da Penha. A delegada da Defesa da Mulher de Praia Grande (DDM), Lyvia Cristina Bonella, é responsável pelas investigações do caso e explica a denúncia. “A ex-mulher dele havia noticiado um estupro de vulnerável, porque ele manteve relações sexuais com ela enquanto a mesma estava completamente dopada por medicamentos. A vítima nos forneceu filmagens e tinha a gravação do ato”. A ex-mulher de Ricardo teme pela sua vida quando chegar ao fim dos 30 dias da prisão temporária. Contudo, a delegada afirma que lutará pela extensão do prazo. “Quando se trata de um crime hediondo, a prisão temporária é de 30 dias, podendo ser prorrogada por mais 30. Vou fazer o pedido para ser prorrogada e, encerrando o inquérito, fica a cargo do Ministério Público e do juiz resolverem sobre a prisão”, explica. A autoridade policial relata ter visto imagens entregues pela vítima de um dos momentos em que sofreu o abuso sexual dopada de antidepressivos. “O caso se trata de estupro de vulnerável, pois se enquadra pessoas que não teriam capacidade de negar. Nas imagens dá para ver que ela não tinha condições de reagir. O fato dela ser esposa dele, não vem elencado neste artigo”. As imagens entregues ao inquérito fortaleceram o pedido de prisão temporária de Ricardo. “Não são relatos, são imagens muito fortes. No vídeo, percebemos que ela não tem como ter algum tipo de resistência. Então, se enquadra bem em estupro de vulnerável”. Questionada sobre as demais acusações de Ricardo, a delegada disse que não pode falar sobre. “Ele responde por esses dois antecedentes, mas não foi condenado. É algo que não estou por dentro. Não vi os autos do processo e não posso falar a respeito”. Procurada pela Reportagem,a defesa do acusado nos outros dois processos optou por não se manifestar sobre os casos com a justificativa deles serem mais antigos.