O crime aconteceu em 2024, um dia depois de o trabalhador ser demitido (Reprodução) Um homem acusado de participar de um ataque contra o ex-chefe foi condenado por lesão corporal e liberado da prisão após julgamento em júri popular realizado no Fórum de Cubatão, na Baixada Santista, nesta quinta-feira (26). O crime aconteceu em 2024, um dia depois de o trabalhador ser demitido. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ricardo da Silva chegou escoltado ao fórum por volta das 9 horas e foi julgado quase dois anos após o caso, registrado em 9 de agosto de 2024. Ele respondia por tentativa de homicídio qualificado, mas os jurados entenderam que não houve crime doloso contra a vida, desclassificando a acusação. Com a decisão, Ricardo foi condenado a seis meses de detenção por lesão corporal leve. Como já havia cumprido esse período enquanto aguardava julgamento, recebeu alvará de soltura e deixou a prisão. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu quando o supervisor de uma empresa terceirizada que prestava serviços a uma refinaria deixava o alojamento com colegas. Um homem encapuzado desceu de um veículo, foi até a vítima e tentou atirar, mas a arma falhou. Em seguida, ele agrediu o ex-chefe com duas coronhadas. -Emboscada Cubatão 2024 (1.507541) Imagens de câmeras de monitoramento registraram a ação. O agressor ainda tentou disparar novamente antes de fugir. Testemunhas relataram que o motorista do carro, identificado como Ricardo, teria incentivado o ataque. Após a tentativa, o suspeito fugiu no veículo, mas se envolveu em um acidente de trânsito minutos depois. A polícia chegou até ele a partir da ocorrência e testemunhas o reconheceram como o motorista que dava suporte à ação. Ele foi preso em flagrante. Durante o julgamento, quatro testemunhas foram ouvidas, incluindo funcionários que presenciaram o crime, policiais civis e a própria vítima, que prestou depoimento de forma online. A defesa sustentou que Ricardo não participou diretamente da agressão, mas apenas teria dado carona ao autor do ataque, que seguiria não identificado. O advogado argumentou que o cliente não teve intenção de matar e pediu a desclassificação do crime, o que foi acolhido pelo júri. Segundo o boletim de ocorrência, o supervisor havia sido orientado a demitir Ricardo por problemas disciplinares e dificuldades em respeitar a hierarquia no ambiente de trabalho. O ataque ocorreu no dia seguinte à demissão. A vítima não chegou a ser baleada, mas sofreu ferimentos na cabeça e procurou atendimento médico no Hospital Ana Costa, em Santos.