Felipi foi absolvido da acusação de tentativa de homicídio, mas foi condenado por outros três crimes (g1 Santos) Felipi Macedo Rocha de Queiroz, acusado de tentar matar seis policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) durante uma operação na Baixada Santista, em 2021, foi absolvido pela Justiça nesta quinta-feira (5). Entretanto, ele foi condenado a 8 anos e 2 meses por resistência, tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O julgamento teve início na tarde desta quarta-feira (4), mas só teve fim na madrugada do dia seguinte. Na decisão, o Conselho de Sentença avaliou que o réu não teve intenção de matar. Queiroz foi julgado e condenado pelos crimes de resistência, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Juntando as penas, ele ficará preso por 8 anos e 2 meses, em regime inicial semiaberto. Relembre o caso Felipi Queiroz foi detido durante uma operação em uma comunidade de Santos, no dia 15 de janeiro de 2021. Na ocasião, equipes do Baep apuravam uma denúncia anônima sobre o paradeiro do policial militar Bruno de Oliveira Gibertoni, que estava desaparecido e foi encontrado morto posteriormente. Durante a ação, os policiais foram surpreendidos por disparos de arma de fogo ao se aproximarem de uma ponte. Os suspeitos fugiram em duas embarcações, sendo que uma delas seguiu em direção a Cubatão. Houve perseguição pelo canal e, durante a tentativa de interceptação, outra equipe do Baep também passou a ser alvo de tiros, que foram revidados. Dois suspeitos pularam da embarcação para tentar fugir a nado. Um deles, Wallace dos Santos Dorvalino, continuou atirando contra os policiais, foi baleado e morreu no local. O outro suspeito era Felipi, que se rendeu. Dentro das embarcações, os policiais apreenderam entorpecentes, armas e materiais relacionados ao tráfico de drogas. Quase cinco anos preso Ele foi denunciado por tentativa de homicídio contra seis policiais militares, resistência, porte ilegal de armas e tráfico de drogas, tornando-se réu em ação penal de competência do Tribunal do Júri. No entanto, desde 2021, a sessão em plenário foi adiada quatro vezes, todas a pedido da defesa. Em dezembro de 2025, o júri chegou a ser iniciado, mas acabou interrompido após a ausência de dois policiais que figuram como vítimas no processo. O Ministério Público informou que abriria mão dos depoimentos, mas a defesa insistiu na oitiva dos agentes, o que levou à remarcação do julgamento para o dia 4 de março de 2026. Revogação da prisão Diante do tempo prolongado da prisão preventiva, que se aproximava de cinco anos, e da ausência de fatos novos que justificassem a manutenção da custódia, o Ministério Público solicitou a revogação da prisão. O pedido foi acolhido pela juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da Vara do Júri/Execuções da Comarca de Santos. Na decisão, a magistrada entendeu que medidas cautelares eram suficientes para assegurar o andamento do processo e a aplicação da lei penal, determinando a expedição de alvará de soltura.