Acusado de atacar empresários e fazer parte do 'gabinete do crime' é preso em Praia Grande

Investigações apontaram Marcio Pereira Mendes como integrante de uma organização criminosa

Por: ATribuna.com.br  -  02/04/24  -  12:53
Atualizado em 02/04/24 - 18:47
Marcio foi levado para a Central de Polícia Judiciária de Praia Grande
Marcio foi levado para a Central de Polícia Judiciária de Praia Grande   Foto: Reprodução e Arquivo AT

A Polícia Militar de Praia Grande prendeu, nesta segunda-feira (1º), Marcio Ricardo Pereira Mendes, de 45 anos. O auxiliar de escritório é suspeito de estar envolvido em uma organização criminosa que forjava e inventava crimes para tirar dinheiro de empresários na região de Indaiatuba, no interior de São Paulo. O esquema está sendo alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).


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Marcio foi encontrado na Avenida Costa e Silva, no bairro Boqueirão, em Praia Grande. A abordagem aconteceu por volta das 16h, após a polícia receber informações de que um homem estaria usando documentos falsos na cidade.


Pelo sistema de monitoramento do município, os agentes viram Marcio passar de carro pelo Viaduto Joaquim Augusto Ferreira Mourão e o seguiram para realizar a abordagem. Na Avenida Costa e Silva, o auxiliar de escritório foi abordado pela PM e disse que não estava com nenhum documento, mas forneceu dados, que ao serem consultados, não apontavam nenhuma irregularidade.


As informações do veículo em que Márcio estava também foram consultadas, sendo encontrado o licenciamento em atraso desde 2021. Com o apoio do serviço de inteligência da PM, os agentes descobriram que havia um mandado de prisão temporária contra Marcio, devido a investigação criminal do MP-SP, em que ele é suspeito de integrar organização criminosa.


O acusado foi levado até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde o caso foi registrado como captura de procurado. Com ele, foram apreendidos dois celulares, além de pertences pessoais como uma bolsa, um cartão bancário, uma aliança, um shampoo, um boné, um molho de chaves e um controle de portão, que posteriormente foram entregues aos familiares. Já o veículo em que ele estava foi recolhido ao pátio de Itanhaém.


Operação Chicago

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep) e a Corregedoria da Polícia Civil, cumpriram 13 mandados de prisão temporária e outros 17 de busca e apreensão na última terça-feira. A ação denominada como Operação Chicago aconteceu nas cidades de Indaiatuba e Itu, no interior de São Paulo.


Ao todo, 14 pessoas, entre eles um delegado, dois investigadores, um escrivão, dois guardas-civis e três advogados, são alvo da investigação do esquema que ficou conhecido como gabinete do crime. Conforme o MP-SP, o esquema atuava invadindo estabelecimentos comerciais, subtraia indevidamente bens e valores de vítimas, decretando prisões abusivas com documentos comprobatórios forjados, para sustentar exigências ilícitas de pagamento de vantagens indevidas como preço de “resgate” da prisão decretada ou como garantia de não investigação.


Ainda de acordo com o MP-SP, mais de uma dezena de empresários foram vítimas das extorsões, com exigências de valores de variam de R$ 1 milhão a R$ 3 milhões por vítima, pelo período de um ano. No cumprimento dos mandados, foram realizados sequestro de bens móveis e imóveis, além de bloqueio de cerca de R$ 10 milhões.


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