[[legacy_image_280504]] O MC Marcelo da Silva Ferreira, conhecido como Tatá ou Mc Paulinho Sem Capital, de 32 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM) por tráfico de drogas, na manhã de terça-feira (11), na Rua Dique do Piçarro, na Cidade Náutica, em São Vicente. A prisão aconteceu durante a Operação Escudo, ação policial que aconteceu um dia após dois policiais militares (PMs) serem baleados na mesma região. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência (BO). Segundo o registro, os PMs da Força Tática compareceram ao 2º Distrito Policial (DP) informando que estavam realizando a operação quando viram o suspeito com uma mochila preta nas costas. Os agentes disseram que, ao perceber a aproximação dos policiais, o homem saiu correndo, mas acabou sendo detido logo em seguida e verificado que se tratava do MC. Durante a revista pessoal, os PMs contaram que foram encontradas diversas drogas, maconha, K2, cocaína e crack, dentro da mochila e um celular no bolso. De acordo com os agentes, o MC confirmou a propriedade das drogas e também teria alegado que é o responsável por gerenciar e abastecer o tráfico da área. Defesa negaO advogado de defesa do acusado, Guilherme Oliveira Nunes, afirmou, em nota, que ele não tem envolvimento com no crime anterior que deixou dois PMs feridos e também não está envolvido em nenhum outro crime, ressaltando que a prisão é "indevida". “Para a defesa resta evidente que o Estado no legítimo ímpeto de prender aqueles que atentaram contra a vida dos policiais, está ultrapassando todos os limites, promovendo uma verdadeira caçada no local dos fatos". Para o advogado, os PMs ignoraram direitos constitucionais, "entrando na casa de moradores, realizando abordagens agressivas, envolvendo de forma colateral e totalmente irrazoável os moradores da região que não cometeram crime algum e não podem e não devem ser criminalizados”, alega. O defensor explicou que espera que os culpados pelo ataque sofram as consequências de suas ações, mas que abomina qualquer tipo de injustiça e ações truculentas, pois “para cumprir a lei o Estado não pode a violar”. O defensor reforça que o acusado vai colaborar com as investigações, "sendo certo que provará sua inocência no decorrer do processo criminal".