Bar do Torto: A música no DNA santista durante três décadas de sucesso

No Canal 4, local serviu de palco para diversos músicos até o fechamento, em 2017

Por 33 anos, o Bar do Torto foi um dos pontos de entretenimento em Santos. Localizado na Avenida Siqueira Campos, no Canal 4, o local sempre teve a música como diferencial e marcou época até o ano do fechamento, em setembro de 2017.

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Nem o fundador do bar, o músico Julinho Bittencourt, esperava que o Torto atingisse tanto sucesso. A inauguração aconteceu em 23 de agosto de 1984. Ele recorda a “explosão” de pessoas no primeiro dia, mas também as dificuldades para lidar com o estabelecimento, que antes abrigava uma imobiliária. 

“Abrimos sem recursos, não tinha exaustor, ventiladores. No verão, quando dava enchente, chegou a ter um metro de água dentro do bar”, conta Julinho, que esteve na administração do bar por 18 anos. 

Uma das características era a proximidade do público quanto ao palco, que recebeu diversos músicos da região em mais de três décadas. A banda de Julinho foi a primeira a tocar no local e, mesmo após deixar a administração, ele não ficou distante do Torto.

Bar do Torto foi palco para músicos e entretenimento por mais de três décadas em Santos (foto: divulgação)

“Continuou sendo minha casa. Não era mais dono, não tinha mais obrigações. Continuei tocando até fechar. Toquei no último dia. Sempre com muito afeto pelo lugar. Até hoje sinto falta e orgulho”, destaca. 

O músico Roger Siedi foi convidado a tocar no Torto em 2002. Ele, que é vocalista da banda Carlos Bronson, chegou a se apresentar para centenas de pessoas no local. “Lá foi nossa verdadeira escola. Era um clube, onde todo mundo sabia que ia se encontrar e ouvir música de qualidade. A gente ia tocar feliz”, recorda. 

Aos 18 anos, Conrado Pouza passou a fazer parte do público que frequentava o Bar do Torto. Na época, ele trabalhava como garçom em uma pizzaria, onde conheceu Julinho Bittencourt. Após substituir um músico no local de trabalho, ele foi convidado a abrir um show da Carlos Bronson no Torto. 

“O Torto sempre foi uma vitrine para os músicos em Santos”, afirma Conrado. “Topei na hora. A qualidade musical do Torto sempre foi inquestionável. Se você chegasse lá, não tinha mais para onde ir em Santos”, finaliza.

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