(Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Uma intensa onda de calor mantém a região Sul do Brasil em estado de alerta máximo. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta vermelho, o mais alto na escala de severidade, válido até o dia 31 de março, indicando risco significativo à saúde por conta das temperaturas extremas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão entre os mais afetados, com registros de temperaturas muito acima da média para o período. Em algumas cidades, os termômetros têm se aproximado ou ultrapassado os 40 °C, cenário que exige atenção redobrada da população. De acordo com meteorologistas, a onda de calor é provocada por um bloqueio atmosférico, um sistema de alta pressão que impede a chegada de frentes frias e favorece a manutenção do ar quente e seco sobre a região. Esse fenômeno também dificulta a formação de chuvas, prolongando o período de calor intenso. Há preocupação de que essa massa de ar quente avance para outras regiões do país nos próximos dias, podendo atingir áreas do Sudeste do Brasil e do Centro-Oeste do Brasil. Caso isso ocorra, estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul também poderão registrar temperaturas elevadas e sensação térmica ainda mais intensa. O alerta vermelho do Inmet indica uma situação de grande perigo, com possibilidade de agravamento de problemas de saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Entre os principais riscos estão desidratação, insolação e complicações cardiovasculares. Diante desse cenário, especialistas recomendam medidas simples, mas essenciais: manter-se hidratado, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, usar roupas leves e buscar ambientes frescos e ventilados. Também é importante redobrar os cuidados com animais de estimação e nunca deixá-los em locais fechados ou sem ventilação. A expectativa é de que a onda de calor comece a perder força gradualmente com a chegada de frentes frias no início de abril, mas até lá, o alerta segue e exige atenção constante da população.