Na rede social X, a Casa Branca publicou uma foto dos brasileiros embarcando algemados com a frase: "Tal como prometeu, o presidente Trump está a enviar uma mensagem forte ao mundo: aqueles que entrarem ilegalmente nos Estados Unidos enfrentarão graves consequências" (The White House/Rede social X) O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou, neste sábado (25), a retirada imediata das algemas de 88 brasileiros deportados que chegaram ao Brasil na noite de sexta-feira (24), no primeiro voo autorizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Brasil. Inicialmente, eles desembarcariam no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte (MG), mas, devido a problemas técnicos, o avião fez um pouso de emergência em Manaus (AM). O Governo Federal enviou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar os passageiros até o destino final. Segundo o comunicado oficial, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, foi quem informou o ministro da Justiça sobre a decisão de autoridades norte-americanas de manter os brasileiros algemados durante o voo. “Por orientação de Lewandowski, a Polícia Federal recepcionou os brasileiros e determinou às autoridades e representantes do governo norte-americano a imediata retirada das algemas. O ministro destacou ao presidente (Luiz Inácio Lula da Silva) o flagrante desrespeito aos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”, diz a nota. De acordo com o comunicado, “ao tomar conhecimento da situação, o presidente Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os brasileiros até o destino final, de modo a garantir que possam completar a viagem com dignidade e segurança”. Acordo para deportações Este é o primeiro voo de deportação liberado pelo presidente Donald Trump, que tomou posse na última segunda-feira (20), e que, desta vez, apenas cumpriu uma determinação deixada por seu antecessor, Joe Biden. Os voos são parte de um acordo firmado em 2017, durante o governo do então presidente Michel Temer (MDB), e que começaram em 2018. Os deportados são brasileiros que, em geral, foram presos nos EUA porque estavam no país de forma irregular.