Suspensão será adotada devido à falta de segurança, diz ministro (Reprodução/X) A falta de condições de segurança deve levar à suspensão total ou parcial das aulas nesta segunda-feira (5) em 400 a 500 escolas secundárias da França. A informação foi divulgada neste domingo (4) pelo ministro da Educação, Édouard Geffray. A medida ocorre após uma semana marcada por protestos estudantis em diferentes regiões do país. Segundo o ministro, 24 escolas foram incendiadas ou vandalizadas. Na sexta-feira (2), entre 400 e 500 estabelecimentos já haviam interrompido as atividades. Para esta segunda, Geffray prevê cenário semelhante, mas com retomada parcial e gradual das aulas. O ministro afirmou que 78 funcionários da Educação ficaram feridos desde o início dos protestos. O fechamento das escolas ocorre quando não há condições adequadas de segurança, seja por dificuldades logísticas ou porque funcionários foram diretamente atacados. “Há ativistas, particularmente de extrema-esquerda, que se infiltraram no movimento estudantil do ensino secundário, sequestraram o movimento estudantil e têm sido extremamente violentos”, afirmou Geffray à Televisão France 2 e à Rádio France Inter. Ele lamentou que os funcionários tenham sido deliberadamente atacados por trabalharem no Ministério da Educação. Protestos se espalham pelo país O movimento de protesto e bloqueio de escolas secundárias começou em 17 de setembro, na região de Paris, e se espalhou gradualmente pelo país. As manifestações ganharam força na quinta-feira (1º), em várias cidades francesas. Na sexta-feira (2), mais de 1,7 mil pessoas foram detidas, elevando para 5 mil o total desde segunda-feira (28). Os organizadores defendem a continuidade dos protestos e alegam ausência de “medidas concretas”. Os estudantes reivindicam mais recursos humanos e financeiros para o sistema nacional de educação e reclamam de vagas de professores não preenchidas, edifícios escolares degradados e horários excessivamente exigentes. Medidas anunciadas Durante os protestos, o ministro