As eleições americanas acontecem na próxima terça-feira (5) ( Estadão Conteúdo/AP ) Os Estados Unidos não elegem seu presidente pelo voto direto, como no Brasil. E o vencedor do pleito, não é, necessariamente, o que conquista mais votos válidos, além de não haver um órgão centralizador de tudo relacionado às eleições, como o nosso Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença básica está na distribuição do poder nos EUA. Com uma Constituição mais simples, os americanos delegam boa parte das leis a outras locais, dando autonomia aos estados. A aprtir disso, a votação para presidente é feita de forma indireta. Na próxima terça-feira (5), americanos votarão em delegados de seus estados, e eles que irão votar nos candidatos Kamala Harris, do Partido Democrata, ou em Donald Trump, do Partido Republicano. Colégio eleitoral O colégio eleitoral dos EUA é composto por 538 delegados, sendo que o número de delegados por estado é proporcional à população. Califórnia é, neste pleito, o estado com mais delegados: 54. Dessa forma, é possível que o candidato menos votado possa ser eleito, caso tenha vencido nos estados mais populosos, e que, consequentemente, terão mais delegados. Voto antecipado Outra curiosidade sobre a eleição nos Estados Unidos é que, em alguns estados, é possível antecipar o voto para evitar filas ou aglomerados de eleitores. O voto é enviado pelos Correios, mesmo de fora do país, ou depositado em locais já escolhidos. Para a próxima eleição, que ocorre nesta semana, quase 50 milhões de eleitores já votaram dessa forma, segundo a Agência Brasil.