A realização de exercícios militares pela Venezuela na fronteira com o Brasil gerou preocupação entre os governadores da região Norte e colocou o governo do presidente Lula em alerta. De acordo com fontes do alto escalão da gestão petista, a movimentação de tropas e armamentos levou ao fechamento temporário da fronteira pelo regime de Nicolás Maduro. As informações foram reveladas pelo jornal O Globo. Este é o segundo episódio de interrupção do fluxo entre os dois países, afetando principalmente a cidade de Pacaraima, em Roraima. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que o governo venezuelano justificou a medida como uma “precaução de segurança” e indicou que a restrição se estenderá até quinta-feira desta semana. Esse exercício faz parte do "Escudo Bolivariano", operação anual do governo de Maduro que, segundo ele, tem como objetivo "garantir a paz, a soberania, a liberdade e a verdadeira democracia" na Venezuela. Embora o governo brasileiro considere necessário monitorar a situação de perto, fontes do Planalto afirmam que não há indícios de que a movimentação de tropas represente uma ameaça direta ao Brasil. As Forças Armadas, por sua vez, deslocaram blindados para áreas próximas à fronteira como medida de precaução, de acordo com informações de fontes próximas ao assunto. A preocupação se intensificou após a circulação de rumores nas redes sociais de que forças venezuelanas teriam invadido território brasileiro, algo que foi prontamente desmentido pelo Itamaraty e pelo Ministério da Defesa. Os relatos sobre os exercícios militares também chegaram aos governadores da região Norte, que expressaram receio, principalmente em Roraima, onde o impacto econômico é significativo. A suspensão do tráfego fronteiriço prejudica o comércio local, especialmente em Pacaraima, cidade diretamente afetada pela medida.