Segundo o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a ação ocorreu por questões de segurança (Reprodução) O governo brasileiro condenou a ação da polícia de Israel que impediu o acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa do Domingo de Ramos. "Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas ("Haram Al-Sharif"), também em Jerusalém Oriental", afirmou, por meio de nota publicada pelo Itamaraty. Mais cedo, neste domingo, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, foram impedidos de entrar no templo. Segundo o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a ação ocorreu por questões de segurança. O governo brasileiro classificou as ações recentes de Israel como de extrema gravidade e "contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto". "O Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental", declarou.