[[legacy_image_310413]] A farmacêutica Eli Lilly anunciou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou Olumiant (baricitinibe) para o tratamento de alopecia areata (AA) grave, doença autoimune causada por sinais complexos do sistema imunológico que resultam em quedas severas de cabelo, atingindo cabeça, sobrancelhas e cílios, além de provocar irritações no corpo. Olumiant é um inibidor da enzima Janus quinase (JAK). Acredita-se que ele interrompa uma via de sinalização imunológica envolvida na alopecia areata. Trata-se do primeiro tratamento sistêmico para AA grave a ser aprovado no Brasil. A aprovação foi baseada nos estudos BRAVE-AA1 e BRAVE-AA2, da Lilly, o maior programa de ensaio clínico fase 3 para alopecia areata concluído até o momento. A análise durou 36 semanas e avaliou a eficácia e a segurança de Olumiant em 1.200 pacientes adultos com AA grave, ou seja, com mais de 50% de queda de cabelo, conforme definida por pontuação do Severity of Alopecia Tool (Salt). MetodologiaNos resultados dos ensaios clínicos, um em cada cinco adultos tomando Olumiant (2 mg/dia) e um em cada três tomando a dose de 4 mg/dia alcançaram crescimento significativo do cabelo, resultando em 80% ou mais de cobertura do couro cabeludo, em comparação com 3% a 5% dos pacientes tomando placebo. Em alguns casos, a recuperação da cobertura capilar chegou a 90% ou mais com o tratamento. "É gratificante saber que dermatologistas podem agora contar com o Olumiant para o tratamento de pacientes adultos com alopecia areata grave. Essa é uma doença muitas vezes mal compreendida, que pode atingir pessoas de qualquer raça, etnia ou idade, e que carrega um estigma, podendo interferir até na saúde mental dos pacientes. Os estudos mostram que estamos oferecendo um tratamento que pode impactar positivamente a vida dessas pessoas", afirma Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly Brasil. O levantamento Alopecia areata (AA) - patient satisfaction and unmet needs survey, feito neste ano pela Lilly com 747 pacientes - sendo 57% mulheres - diagnosticados com alopecia areata, em 11 países, incluindo o Brasil, apontou que constrangimento e ansiedade são as palavras mais associadas à AA globalmente. O estudo mostrou que 50% dos entrevistados possuem pelo menos três ou mais áreas fora do couro cabeludo, como cílios e sobrancelhas, fortemente afetadas pela AA, e 40%, aproximadamente, perderam quase todo o cabelo do couro cabeludo - geralmente entre uma semana e vários meses. Para esses pacientes, recuperar o controle da doença e ter confiança no tratamento são os objetivos mais importantes para quem vive com AA. "A alopecia areata é uma doença que impacta fortemente a qualidade de vida dos pacientes, principalmente crianças e jovens. Novos tratamentos estão surgindo e haverá uma mudança impactante na vida das pessoas que sofrem com a doença. É um cenário de esperança. Olumiant será o primeiro tratamento sistêmico aprovado no Brasil para AA grave", destaca a Dra. Renata Magalhães, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Professora do Serviço de Dermatologia da Unicamp