Dois carros têm comprovado o status de “queridinhos” dos compradores de veículos usados do tipo sedã: o Toyota Corolla e Honda Civic. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A preferência é traduzida em números. De acordo com o ranking Índice de Veículos Usados, parceria da plataforma OLX com a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), ambos estão no top 5 de veículos preferidos, de acordo com o informe de fevereiro. A aferição é feita por meio do Índice de Veículos Usados (IVU), que mede a performance dos carros seminovos e usados no Brasil. O índice é um indicador que mostra quais carros usados estão mais valorizados e procurados no mercado. O cálculo é feito a partir da média entre esses dois fatores, considerando categorias como tipo de carro, marca, modelo e idade. Na prática, quanto maior o índice — próximo de 100 —, maior o destaque do veículo. Já índices mais baixos refletem menor procura ou maior concorrência entre modelos semelhantes. O Corolla lidera em três faixas de idade do veículo (até 3 anos, de 4 a 8 anos e de 9 a 12 anos). Já o Civic é o primeiro entre os veículos com 13 anos ou mais de vida - nesta, o Corolla está em terceiro. Ainda de acordo com a Fenauto, o Corolla figura entre os mais vendidos englobando todos os modelos em março - ficou em 6º lugar, com 27.061 unidades. Mas, quais os motivos que levam os dois veículos de montadoras japonesas a agradar tanto os clientes brasileiros? “Quando a gente fala de carro usado no Brasil, Corolla e Civic praticamente viraram sinônimo de escolha segura. Os dois construíram uma reputação baseada em: confiabilidade mecânica, pouca dor de cabeça na manutenção e excelente valor de revenda. Além disso, eles entregam um pacote muito equilibrado”, afirma o gerente da Ponto.com Automóveis, Serafim Franco Martinez. Para ele, mesmo usados, oferecem excelente conforto, acabamento acima da média e muita tecnologia. Ou seja, mesmo em um carro seminovo, o cliente está comprando algo que sempre tem “cara de carro novo”. “Os valores variam bastante conforme ano, versão e estado do carro, mas pra ter uma referência: os modelos mais antigos ficam na faixa dos R\$ 70 mil e os modelos mais novos e versões superiores, na faixa dos R\$ 150 mil”, ressalta. Nathalia Ramos, assistente de Marketing do Auto Shopping Praia Grande, faz uma comparação. “um Corolla 2020 custa praticamente o mesmo que muito carro popular zero, um Civic 2017 ainda custa perto de R\$ 100 mil, isso mostra uma coisa muito importante: Esses carros não desvalorizam como os outros e é exatamente por isso que são tão procurados, são considerados “compra inteligente”. Martinez reforça que a preferência por esse tipo de usado, no lugar de um carro novo, obedece a alguns fatores. “Existe a busca por aquela sensação de subir de categoria. Você troca ‘idade’ por qualidade. Em vez de um carro mais simples, com acabamento mais pobre e menos conforto, a pessoa opta por um modelo que entrega sempre mais e melhor. Mais conforto em geral e melhores experiências, seja na dirigibilidade, na manutenção ou na revenda. Outro ponto importante é a previsibilidade. Esses modelos já são bem conhecidos no mercado, então o comprador sabe exatamente o que esperar. Não tem muita surpresa — e isso pesa muito na decisão”. Cuidados Nathalia Ramos, assistente de Marketing do Auto Shopping Praia Grande, acrescenta que alguns cuidados devem ser observados na compra de um carro sedã. “Na hora de decidir entre um sedã usado, alguns fatores fazem toda a diferença. Marcas como Toyota e Honda carregam histórico de confiabilidade. Isso impacta diretamente na sua tranquilidade e no valor de revenda. Além disso, não basta ser um bom modelo — é essencial verificar revisões, procedência e estado geral do veículo”, ensina. Outros itens observados são o consumo e conforto e proposta do carro. “Quem compra esses modelos não está apenas comprando um carro — está investindo em segurança, previsibilidade e valor de mercado. No fim, a escolha não é entre ‘novo ou usado’, mas entre economizar ou gastar mais sem necessidade”, complementa.