[[legacy_image_5316]] Para traçar novas estratégias e implantar ações que incluam as pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência lançou a pesquisa Pessoa com Deficiência e Emprego. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, há mais de 3 milhões de pessoas com deficiência no Estado, sendo só 1,17% dessa população ativa no mercado de trabalho. Segundo a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão, o objetivo da pesquisa é conhecer o perfil e as demandas das pessoas com deficiência com relação as suas expectativas de qualificação profisional, além de acesso e barreiras no setor. “Houve um aumento da taxa de desemprego ocasionada pela atual crise econômica disparada pela pandemia do coronavírus e também a histórica exclusão do acesso da pessoa com deficiência ao mercado de trabalho”. Segundo ela, um dos principais problemas é visão de incapacidade sobre as pessoas com deficiência. “Precisamos, dia após dia, quebrar esses preconceitos e o olhar capacitista que impedem que essa parcela da população tenha acesso e permaneça no mercado de trabalho”, explica Célia. Hoje, as principais oportunidades estao dentro dos segmentos de Serviços, Comércio, Indústria e Construção. E uma dificuldade é a adequação da vaga ao perfil do profissional. ‘Em relação à permanência, o maior desafio é a oferta de apoio que o empregado necessita para a realização das suas tarefas”. Destinada às pessoas com deficiência, a pesquisa pode ser respondida até 31 de janeiro.Tem ainda apesquisa totalmente acessível em Libras. Para o cadeirante Marcos Rogério Santana, de 43 anos, o mercado de trabalho não está pronto para as suas necessidades . “Eu sinto muitas dores, preciso de equipamento especial para trabalhar e muitos empregadores acham que é frescura ou claramente mostram que eu atrapalho”. Marcos Rogério diz que prefere pedir demissão e ficar sem trabalhar ao se sentir um “peso” no ambiente de trabalho. “Eu me acidentei aos 20 anos e, desde então, muitas portas se fecharam para mim. É muito difícil sentir que sua vida profissional acabou quando deveria estar começando”. Etapas Depois da análise e resultados da pesquisa, a secretaria reavaliará as estratégias utilizadas no Programa Meu Emprego Inclusivo e buscará novos parceiros para que as ações do programa sejam potencializadas para ampliar o número de pessoas com deficiência inseridos no mercado de trabalho. Ainda será publicado um artigo apontando as principais barreiras encontradas para o acesso e a permanência da pessoas com deficiência no mercado de trabalho com o objetivo de divulgá-lo às empresas, órgãos públicos e demais interessados a fim de ultrapassarmos as barreiras que existem hoje.