[[legacy_image_11004]] O governador João Doria (PSDB) anunciou, nesta quarta-feira (13), um plano para reestruturar a carreira dos professores da rede estadual de São Paulo. O principal pilar é aumentar o salário inicial de maneira escalonada, até chegar a 2022 com um vencimento de R\$ 4 mil – alta de 54,7% em relação ao atual. Em coletiva de imprensa, Doria classificou o momento como “histórico para os professores”. Segundo ele, foram dez meses de trabalho para formatar o projeto que precisará ser aprovado na Assembleia Legislativa (Alesp). A principal proposta é que, a partir de 2020, o salário inicial do professor no regime de 40 horas semanais seja de R\$ 3,5 mil - 34,5% a mais que os atuais R\$ 2.585,00. Já em 2022, o professor com a mesma carga horária terá salário inicial de R\$ 4 mil. Com a reestruturação, professores com mestrado e doutorado terão acréscimo salarial de 5% e 10%, respectivamente. Subsídio, não reajuste A reestruturação criará 15 níveis de carreira com remuneração por subsídio, excluindo incorporação de gratificações, bônus e prêmios. A exceção, segundo o secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, é a avaliação por desempenho. Os professores não serão obrigados a entrar no sistema. Caso aprovado, os docentes terão 12 meses da publicação da lei, para aderir ou não. As trilhas construídas por esses níveis preveem processos de formação do professor e avaliações de conhecimento e práticas que terão devolutivas aos docentes. “Educação se faz com pessoas e o professor é peça fundamental. A reestruturação é fundamental para valorizarmos nossas professoras e professores”, disse Soares. Conforme o secretário estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, para a implementação do novo plano não haverá recursos extras. “Os recursos da Educação estão assegurados. A questão é prioridade”. Diretores Haverá gratificação variável a diretores de escolas. Para isso, será avaliada a complexidade da unidade, número de alunos e turnos e vulnerabilidade do local onde a unidade de ensino está localizada. Para a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe - FGV), Claudia Costin, é importante que os governos pensem em atrair talentos e incentivar a jornada de 40h, fazendo com que o profissional se fixe e crie vínculos em uma escola. “Isso é fundamental para melhorar o aprendizado dos alunos”. Procurado, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp) não se posicionou até a publicação desta reportagem. Incentivo “Se quisermos ter boa educação, precisamos investir nos professores. Respeitá-los, compreendê-los, melhorar a sua condição de trabalho e formação” - João Doria, Governador de São Paulo.