[[legacy_image_226750]] O estudo trouxe à tona um projeto de alfabetização de mães realizado na escola Evandro Ferreira dos Santos, no município de Cabrobó, em Pernambuco. Chamada de "Distantes sim, desconectados não! Família e escola projetando sonhos, promovendo a inclusão", a iniciativa nasceu da necessidade de chamar as mães dos estudantes para a escola. A ação teve como ponto de partida a identificação da falta de engajamento dos alunos nas aulas remotas, apesar de estarem munidos de celular e internet. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Descobrimos que, em algumas famílias, as crianças não tinham seus pais alfabetizados. Eles não sabiam ler e escrever e não conseguiam acompanhar as mensagens no grupo, o horário das aulas, além de não mensurarem a importância do ensino remoto. Percebemos, em visitas presenciais, que as mães não sabiam nem mesmo assinar o próprio nome. Constatamos, então, que a família precisava ser trabalhada para que pudéssemos chegar nos estudantes”, explica a gestora da escola, Elineide Alves. O resultado foi a criação do projeto que levou as mães para dentro da escola. E não se limitou a alfabetizá-las, mas, sim, avivar sonhos e promover a inclusão dessas mulheres na sociedade letrada e no mercado de trabalho, de forma a mudar a sua realidade, garantindo uma nova perspectiva de futuro, algo até então inimaginável. O case de sucesso colocou o projeto no segundo lugar do Prêmio Melhores Escolas do Mundo, em outubro deste ano. “Conquistamos mães mais engajadas na escola, participativas e crianças também, animadas em terem a presença das mães naquele ambiente. Isso mudou a realidade dessas pessoas, fez com que a comunidade periférica entendesse o valor daquela escola. Foi uma mudança no olhar e atitude quanto ao senso de pertencimento. É o ensino pelo exemplo com mães incentivando os filhos e vice-versa. Só a educação transforma”, enfatiza Elineide. Desafios No Colégio São José, em Santos, a diretora Maria Cleonice Cefaly Machado, atribui à pandemia os desafios e mudanças na educação. Ela destaca que a crise sanitária deixou um legado de grandes alterações na rotina das pessoas e, se tudo está em constante mudança, o colégio também teve que se reinventar. “Escola conectada, ensino híbrido, personalização do aprendizado e novos papéis para o professor são alguns pontos que hoje fazem parte da proposta pedagógica do Colégio São José”, menciona Cleonice. Segundo ela, no retorno ao ensino presencial em 2022, além de contabilizar os déficits no conteúdo curricular, a aplicação de estratégias pedagógicas que ajudam a amenizar as marcas deixadas no desenvolvimento socioemocional dos alunos pelo isolamento social é algo hoje utilizado pelos professores. “Apesar de termos voltado às aulas presenciais, notamos ainda a necessidade de um acompanhamento dos alunos no que diz respeito à readaptação à rotina escolar, às relações com amigos e à construção de vínculos de confiança com os professores. A escola hoje é muito mais tecnológica, mas com o desafio da humanização”.