[[legacy_image_502]] As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão marcadas apenas para 3 e 10 de novembro, mas o teste já vem gerando polêmica. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que vai verificar as questões e, no caso mais recente, restringiram-se as despesas não obrigatórias na Educação – 24,84% do total, segundo o Ministério da Educação (MEC). Neste ano, 6.384.957 de estudantes se inscreveram para o Enem. O exame avalia o desempenho do estudante e viabiliza o acesso à Educação Superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (ProUni) e de instituições portuguesas. Debate A Tribuna ouviu dois professores de cursinhos. Prova de que as ações do Governo têm mexido com a cabeça da população está nas opiniões deles. O professor Lucio Ribeiro, que leciona no cursinho do Objetivo, não crê em grandes mudanças. Para ele, o Enem tem características que dificultam alterações, como a logística, devido ao número de inscritos; a avaliação, com base na Teoria da Resposta ao Item (que minimiza o chute) e o tempo para discutir e pôr em prática as modificações. “Em relação à preparação dos candidatos, não muda nada, na minha opinião. Eles deverão continuar seus estudos tendo por base as últimas provas, que é um ótimo balizador”, afirma Ribeiro. O coordenador do Educafro, Felipe Galvão, encara a situação de outra forma. “Infelizmente, a linha ideológica que está à frente do Governo vai voltar com uma metodologia conteudista, onde a interpretação, o saber, a aplicação no cotidiano ficarão de lado. Será mais importante saber qual a cor do cavalo branco do Napoleão do que saber o motivo de Napoleão estar montando em um cavalo.”