[[legacy_image_209438]] Um movimento de aproximação entre a academia, mercado e a comunidade local. Essa medida é essencial para que a Baixada Santista esteja preparada para qualquer cenário relacionado à educação. O ensino regional deve ser essas premissas educacionais e tecnológicas. Assim defende a diretora da Universidade São Judas, Campus Unimonte, em Santos, Jaqueline Camisa. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Essa relação é indispensável para o desenvolvimento de pesquisas científicas e empreendimentos, pois só com uma comunidade acadêmica próxima da comunidade será capaz de propor soluções às demandas sociais”, explica. Em entrevista para A Tribuna, a diretora explicou que as instituições de ensino têm o compromisso de preparar o estudante para vida, de torná-lo um cidadão íntegro. Para ela, as habilidades gerais, como Matemática ou História são fundamentais, mas o estudante precisa de mais do que isso. A especialista em educação acredita que as etapas de graduação devem se complementar. “A jornada de um estudante no ensino fundamental, médio e depois na graduação, faz parte de uma educação continuada. Para ter uma vida plena é preciso um outro conjunto de habilidades para lidar com os desafios na prática, como estrutura emocional, por exemplo. Essas habilidades ajudarão o cidadão não só a passar pela graduação, pós-graduação e mercado de trabalho, como para o resto da vida”, afirma. A diretora afirma que, mais do que nunca, as empresas têm valorizado habilidades e atuações diversas nos profissionais. Reforçando que elas vão além das capacidades técnicas e as instituições de ensino superior precisam estar atentas a essas e outras transformações no mercado. “Tanto que as habilidades sociais e emocionais têm se mostrado um requisito fundamental para o sucesso profissional. Por exemplo, para um desenvolvedor de software, ele precisa saber mais do que programar, precisa saber lidar com demandas simultâneas, trabalhar com outros setores que não apenas os de tecnologia e o papel da academia é o de preparar esse estudante para esses desafios e trocas multidisciplinares”, comenta. Para ela, conseguir se projetar profissionalmente é uma competência desenvolvida durante a graduação e está intimamente ligada ao movimento de aproximação entre academia, comunidade e mercado, reforçando a necessidade desta ligação para assegurar que o ensino supere cenários adversos. “Um estudante que experiencia os desafios da profissão desde o primeiro semestre e que se relaciona com a comunidade vai conseguir aprender com a experiência profissional e captar tendências que surgem das demandas da sociedade. O dever da universidade é estimular isso e dar suporte às ideias dos estudantes”, cita. O setor privado e público precisam se unir para elevar o nível da educação brasileira. Para isso ser possível, Jaqueline acredita que um intercâmbio entre áreas de pesquisa e inovação é mais do que uma possibilidade de ganho mútuo. “Eu diria que a troca de ideias é um valor inestimável para a comunidade acadêmica, que ultrapassa os muros das instituições”, diz. “Essa comunidade é criada por meio das relações humanas e essas relações extrapolam esses limites. Valorizar a conexão coletiva entre os docentes e discentes é o caminho para transformar o país pela educação”, conclui.