[[legacy_image_226780]] Quando se trata de tecnologia na rede pública de ensino, em Santos, o currículo foi elaborado seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, documento vigente que reconhece a necessidade de acompanhar os avanços tecnológicos.Segundo a Prefeitura, não há uma disciplina específica de Informática, pois a tecnologia está contemplada nas competências gerais para a educação básica, o que permeia todas as áreas do conhecimento, pois é compreendida como um meio e não um fim. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As unidades municipais de educação, que atendem do Maternal II ao Ensino Fundamental II, contam com um espaço inovador, de multilinguagem, denominado Estudioteca, que dispõe de mobiliário flexível e recursos digitais. Entre eles: lousa digital ou projetor com tela, notebook ou chromebook e/ou desktops como ferramentas facilitadoras do processo de aprendizagem. Os gestores públicos observam que os equipamentos, integrados à intencionalidade pedagógica, oportunizam uma forma dinamizada de empreender o processo de ensino e aprendizagem, facilitando a construção do conhecimento dos alunos e oferecendo recursos para um processo de ensino-aprendizagem mais flexível e dinâmico. Gamificação Em escolas particulares, como o Colégio Objetivo, a gamificação é uma estratégia de aprendizagem ativa. No caso do Fundamental I, por exemplo, algumas avaliações são gamificadas. “O Maker estimula a criação dos alunos, que assim podem idealizar projetos e realizá-los usando o computador e a impressora 3D”, diz a diretora pedagógica do Fundamental II, Maria Dolores Alvarez, que destaca o papel da tecnologia na pandemia: “Ela não substitui pessoas, nem lousa e giz, é mais uma ferramenta facilitadora, atrativa e inovadora; todavia, mais uma ferramenta, que não invalida a criatividade do educador e a relação professor-aluno”. No Colégio Novo Tempo, a tecnologia é usada nas aulas como uma ferramenta, que inclui jogos digitais ou pesquisas pedagógicas complementares. O engajamento digital fez, até mesmo, com que a escola saísse na frente em relação a outras instituições da região, garante a coordenadora do Fundamental I, Maria Inês Raposo Medeiros Coelho. “As provas passaram a ser realizadas no Google Forms, mas, ao retornarmos ao colégio, voltamos com as avaliações escritas, de forma a potencializar a escrita correta”. No Jean Piaget, há um planejamento relacionado aos projetos tecnológicos, envolvendo os processos de descoberta e experimentação. Ele é dividido em fases de sensibilização, projeto e apresentação. Na primeira, os alunos têm a oportunidade de conhecer melhor o escopo do trabalho, sendo motivados a refletir, de forma crítica, sobre a realidade de um tema ligado às áreas de ciências humanas e naturais, utilizando ferramentas de pesquisa para entrar em contato com vídeos, protótipos e especialistas. “Na fase dois, orienta-se a usar as ferramentas tecnológicas para esboçar soluções, prototipando peças, montagens e programando rotinas que visem a solução do problema. Ao final, apresenta-se o projeto, descrevendo, de forma sistemática, o assunto, por meio de programação, edição de texto, de desenho e de vídeo, prototipagem 3D e criação de maquetes.Fomentamos a curiosidade e as novas descobertas”, detalha o coordenador de Tecnologia da Educação, Eduardo Cavalcante.